Floresta

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Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Sab Abr 25, 2015 10:03 pm

Floresta
É na Floresta onde ocorrem os treinos. Eles são ilegais aos olhos da Capital. Portanto podem haver punições para quem for pego, este será julgado pelo Presidente. Caso Arthur resolva punir, o usuário será mandado ao Distrito 13; onde lutará com um bestante havendo risco de mortes. Nos dois primeiros treinos NÃO há risco, no terceiro o jogador deve rolar os dados. Se tirar 6 para cima ele escapa ileso, caso tire 5 para baixo vai para o julgamento. Depois do terceiro treino sua contagem zera, podendo postar mais dois treinos sem risco; no terceiro haverá rolagem de dados e assim sucessivamente.

Como treinar? Primeiramente você deve deixar específico no início do post qual habilidade será adquirida ou aprimorada. Cada treino equivale a meio ponto de habilidade, com dois treinos você upa um nível. Exemplo: sou novato em Plantas, com dois treinos torno-me Leigo. Se eu não possuo a habilidade, com dois treinos torno-me novato. Deixe bem claro que foi à Floresta escondido e não desvie do treino, foque especificamente na habilidade.
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Re: Floresta

Mensagem por Dharos McKlaus em Qua Abr 29, 2015 9:11 pm




My darkside is my force...


"I am not afraid to walk this world alone...
Nothing you can say could stop me going home."
Meus olhos estavam fixos sobre o servo, suas mandíbulas trabalhavam mascando seu alimento, minha respiração estava controlada e meu pulso firme segurando a lança que estava já em posição, só esperei o momento certo e assim que calculei a distância dos lados que ele pudesse fugir pisei em um galho seco que na mesma hora ativou a audição do animal que avançou para o lado esquerdo, no mesmo momento movi meu braço com força lançando a arma na direção que o animal havia ido e dentre as árvores os pássaros voaram e um som agonizante surgiu, caminhei em direção ao local e então lá estava o servo com a lança encravada em seu pescoço, sem demora peguei minha faca e terminei o serviço fazendo sua morte ser mais rápida...

Voltava ao local em que eu havia me instalado para começar a caçada carregando o bicho em meus ombros, ele pesava muito, mas eu me mantive com força para aguentar seu peso. Não poderia voltar com apenas aquela caça, ainda precisava de mais um daqueles ou uns cinco coelhos. Coloquei o servo no chão o cobrindo com um plástico e me preparei, a hora passava então tinha que ser mais rápido.
Meus olhos buscavam pelas presas de forma cautelosa, o canto dos pássaros se mesclavam em meio a floresta, sabia que também me colocava em risco por causa dos pacificadores, mas já tinha tudo esquematizado bastava alguém surgir de forma suspeita que teria uma surpresa.

Mais uns quinze minutos de caminhava me ajoelhei vendo um alce agora, eram mais perigosos por causa dos chifres, mas tudo teria como ser esquematizado. Novamente controlei minha respiração, meu coração desacelerava enquanto meus olhos focados no animal me dava suas coordenadas, segurei mais firme na minha lança apertando meus dedos em seu cabo e bem lentamente fui me levantando para não dar muito sinal de movimento, procurei ser mais esperto e olhar para onde eu poderia pisar, me escondi atrás de uma enorme árvore e levei apenas minha cabeça a se inclinar para o lado me certificando da posição da minha caça, uns cinco metros, calculei a distância novamente me minha mente tentando achar uma forma de fazê-lo ir para o meu lado esquerdo, olhei para o chão e vi uma pedra de mais ou menos dez centímetros de diâmetro, abaixei vagarosamente e a peguei, se eu atirasse ela o lado esquerdo ele iria paro direito, então me movi e me posicionei olhando para o espaço em que iria atirar e lancei a pedra chamando a atenção do alce que olhava assustado e como previ ele correu na direção que eu queria, me virei imediatamente lançando minha arma que passava por ele apenas ferindo a parte traseira, não algo muito grave, a lança caiu no chão me fazendo socar a árvore de leve.
- Merda!
Corri até ela e a peguei, meu relógio apitou anunciando o horário, eu tinha que voltar, olhei para as marcas de sangue que davam um rastro e pensei em ir atrás, mas, não queria arriscar.
Fui até meu pequeno acampamento e juntei as coisas para sair dali, estava de bom tamanho um servo enorme, coloquei minha mochila e então logo em seguida o animal morto, a caçada havia terminado por ali.

Ação escreveu:Caçada.

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Re: Floresta

Mensagem por Dharos McKlaus em Sab Maio 02, 2015 5:15 am




You ready?


"I am not afraid to walk this world alone...
Nothing you can say could stop me going home."
Meu corpo se inclinava para trás desviando do golpe da menina que vinha frontalmente, minha respiração estava tentando me deixar desfocado, eu teria que controlá-la mais. Outro soco e logo me vi abaixando e girando minha silhueta fazendo as folhas secas emitirem um som meio alto, me coloquei em posição ereta e sem me deixar ter tempo para pausa um chute e um outro soco vinha como um combo, joguei minhas palmas de forma rápida bloqueando o chute e com um dos braços fiz um movimento mais habilidoso e o posicionei em forma de "L" para desviar o soco dela de mim.
- É assim que eu gosto... - falei atiçando mais a minha oponente e parti pra cima dela.

Topaz é uma ótima garota, tem uma personalidade forte e tinha também uma tinhosidade que me fazia ficar caindo na dela, lembro-me da primeira vez que nos conhecemos, não fora lá de uma forma tão linda como filmes românticos passam, foi grosseiro e bem impactante. Entrar na loja em que meu pai trabalha e encará-la sem mostrar sentimentos provocou seus instintos primitivos, os meus também, acharia muita maluquice ficar com ela de primeira, não foi como aconteceu, mas pelo menos me mostrou que nem sempre é da forma que queremos.

Passei minha vida toda em treinamento e preparo para os jogos, nunca me coloquei diante de uma situação como a que estou hoje, estamos ficando e isso pode ser uma coisa boa e ao mesmo tempo péssima, somos do mesmo distrito e com isso poderemos ter o azar de cair juntos em alguma edição dos jogos, matá-la seria minha pior jogada, por isso tive que me controlar e não colocar muitos sentimentos acima do que estamos tendo. Talvez tivesse que nem ser assim, mas como negar algo que surge do nada e de uma forma evolutiva?
Marquei com ela de virmos treinar na floresta, claro que viemos na surdina, os pacificadores estariam de olho já que agora está pra acontecer uma nova edição dos Jogos Vorazes, com isso, eles iriam vigiar essa zona esporadicamente, já que é um local escondido e ótimo para fazer o que estamos fazendo, treinando.


Avancei sobre ela usando meu punho direito e logo o esquerdo, rodopiava meu corpo para utilizar minha perna e tentar dar uma rasteira com sucesso, ela também não era uma molenga, nossos rostos estavam suados e o esforço de praticamente quase uma hora de treino abaixo de uma temperatura bem fria era algo que forçava mais nosso corpo. Tínhamos que ser habilidosos e bem rápidos, nosso distrito é um dos que contem carreiristas e tínhamos que dar trabalho para os outros que iriam competir.
Mais um cruzado de direita, esquerda, direita, cotovelo e para surpreender fingi dar uma rasteira e assim que ela pulou me posicionei pegando impulso e joguei meu corpo contra o dela para derrubá-la e foi o que aconteceu.
- Surpresa, docinho. - pisquei pra ela estendendo minha mão para ajudá-la a se levantar.
- Não quero que minha princesa se machuque agora... - falei brincando com ela e a puxei para dar um beijo em seus lábios.
- Espero que não deixem os outros te surpreenderem também..
Me afastei dela e olhei para o relógio vendo que ainda tínhamos alguns minutos a mais para poder treinar antes da próxima ronda noturna de um dos pacificadores.

A tática dos movimentos rápidos são as formas de ataque e defesa, também teria como colocar os desvios de um ponto em que nós pudéssemos ver, nossos golpes se chocavam com um atacando e o outro defendendo, mencionei antes do início do treino que teríamos que ter coordenação e jogo equilibrado nos treinos, então, eu iria dar meu máximo e ela também, nosso romance era de um encaixe bem complexo, nossas personalidades se batiam, mas as vezes pareciam ter um desencontro mortal, nada que um casal normal não teria.
Após o fim do meu treino com ela pausamos e então nos propusemos a respirar e pegar mais um pouco de ar, agora seria a vez dela vir com tudo.

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Habilidade treinada: Movimentos Rápidos.
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Post: 02 ~ Tag:Topaz
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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Sab Maio 02, 2015 5:21 pm

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Olá, Dharos.

O post em si foi bom, a parte descritiva dos movimentos foi bem feita. Agora a parte gramatical você pecou, em alguns momentos o período ficou MUITO grande; use mais pontos finais ao invés de vírgulas. Coloque uma introdução nos treinos e trabalhos narrando como conseguiu sua arma, fora isso está tudo ok.

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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Sab Maio 02, 2015 5:27 pm

Avaliação
Olá, Dharos.

Tenho as mesmas críticas que fiz ao primeiro post: coloque mais pontos finais ao invés de vírgulas. Em alguns momentos você trocou de passado para presente, deixando o texto incoerente. Os movimentos foram muito bem feitos e claros, nessa parte não tenho o que reclamar.

+ Meio ponto em Movimentos Rápidos - 50/100.
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Re: Floresta

Mensagem por Dharos McKlaus em Seg Maio 04, 2015 1:34 am

xxx


Última edição por Dharos McKlaus em Seg Nov 23, 2015 4:51 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Floresta

Mensagem por Topaz Ross em Seg Maio 04, 2015 2:54 am


WORK
Com o olhar fixo em meu oponente, fito de forma profunda o olhar perfurador deste belo rapaz que permanece de pé à minha frente. Em um piscar de olhos, o grandalhão parte para cima de mim  e eu logo firmo meus joelhos e me preparo para girar sobre os meus calcanhares ao realizar um movimento evasivo. Quando o garoto ergue o seu punho anunciando um soco, eu me esquivo posicionando-me à sua lateral e miro em sua nuca quando ergo minha perna direita em um movimento veloz, tentando acertá-lo com um chute. O garoto tatuado é mais rápido e se abaixa, evitando meu golpe. Uma gota de suor ousa deslizar pela minha face, e assim decido que é minha vez de partir para cima de meu adversário. Intento atingir sua barriga quando salto pronta para dar-lhe uma forte joelhada, e tão rápido quanto ele usa suas mãos para interceptar meu ataque, eu logo lanço meu punho na direção de queixo. Ele não consegue se desviar plenamente e eu então saboreio o instante que vejo-o incomodado pelo golpe.

Sem hesitar, avanço contra o tatuado e ergo meu braço na tentativa de socá-lo mais uma vez, entretanto, este agora se esquiva quando giro meu punho em sua direção. Uma segunda tentativa, mas meu punho encontra apenas o ar. Chateada, movo minha perna esquerda em um chute ao mesmo tempo em que inclino meu corpo lançando meu punho direito em uma última tentativa de voltar a tocar aquele maxilar quadrado com um soco, mas tenho minhas tentativas frustradas quando o tatuado me bloqueia e me empurra para longe. "É assim que eu gosto...", disse ele. Sinto-me culpada por permitir que este garoto desaforado faça meu sangue ferver com tanta facilidade.

É incrível como as pessoas podem pagar pela língua; há uma semana atrás eu zombaria de qualquer um que dissesse que Dharos e eu poderíamos nos dar tão bem. O fato é que o fato de nós não nos darmos bem é justamente o que nos aproxima tanto. Ele me trás um ar de perigo que me excita e me prende, enquanto eu sei que também consigo tocá-lo de uma forma diferente. Continuo a olhar fundo em seus olhos, e após mais de uma hora de treino ainda me esforço a manter-me de pé unicamente para mostrá-lo que eu valho o esforço.

Com um combo de golpe mais velozes do que eu possa administrar, Dharos me leva a chão e me provoca como só ele consegue. Ergo-me em um salto e me preparo para a revanche. Avanço contra meu oponente de forma cautelosa, porém precisa, alcançando uma distância ideal para ataca-lo diretamente e ainda manter uma boa área de evasão. Fecho meu punho com força e giro meu torso enquanto lanço meu braço em uma soco que é rapidamente interceptado pelo brutamontes. Dharos não só evita meu golpe, como mantém meu punho preso no aperto de sua mão. Uso minha mão livre para tentar socá-lo novamente, ainda que desta vez não utilize tanta força no movimento, uma vez que eu sei que ele se defenderá dando-me a chance para meu ataque surpresa. Como esperado, ele segura meu outro punho e com minhas duas mãos presas no seu aperto, uso as próprias pernas de Dharos como um pequeno degrau para elevar meu corpo enquanto ergo a perna oposta, aplicando uma joelhada na altura do queixo de meu oponente. "Surpresa, docinho.", debocho quando o mesmo me larga e cambaleia para trás. O brilho no seu olhar muda pra um tom mais vibrante; sei que agora ele virá com tudo para cima de mim, mas também sei que estou preparada para levar este treino até o final.

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Re: Floresta

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Seg Maio 04, 2015 3:26 am

Avaliação
Olá, Dharos.

Gostei do seu post e da sua forma de narração, mas peço que, antes de postar, revise-o com um corretor e depois leia-o novamente. Apenas para saber se está tudo nos conformes, pois encontrei diversos erros de pontuação e gramática. Fora isso, está tudo ótimo.

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Re: Floresta

Mensagem por Dharos McKlaus em Seg Maio 04, 2015 3:35 am




The Time is Coming


"I am not afraid to walk this world alone...
Nothing you can say could stop me going home."
Não sabia se Topaz viria para o treino que havíamos combinado, por isso me preparei mesmo assim. Para aprimorar meus movimentos rápidos decidi agora optar por um treino mais intenso o que não sabia se ela conseguiria se incluir, a floresta era meu ponto foco de treino e caçada, por isso sempre escolhia meus horários certos para não dar de cara com pacificadores. O horário noturno era o melhor para treinos e também poderia me preparar mais para surpresas que pudessem vir a acontecer no dia dos jogos, eu sobrevivendo uma noite naquele maldito campo.

Coloquei dois bonecos que fiz de palha pendurados em um galho firme, eles seriam meus rivais naquela noite, mas antes de começar o treino corporal me preparei fisicamente, marquei no meu companheiro que contavam as horas dez minutos para que eu pudesse correr e ter como chegar em dois quilômetros nesse pequeno tempo. Como um dos carreiristas e podendo desenvolver movimentos mais rápidos tinha a vantagem de conseguir desviar de ataques e até mesmo chegar com uma vantagem razoável a frente dos outros na cornucópia.

Apertei o botão que disparava o relógio e comecei a correr, passava pelas árvores desviando de seus troncos dando alguns deslizes me equilibrando enquanto também saltava pelas raízes expostas. As folhas secas subiam ao ar por alguns centímetros quando passava por elas em uma velocidade agora mais elevada, a brisa gélida bateia em meus rosto se chocando com minha respiração controlada. Captava o ar pelas narinas e a soltava em uma quantidade elevada pela boca, me impulsionei e logo me joguei quase caindo completamente ao chão colocando minha mão a me sustentar enquanto me deslizava pela grama verde me impulsionando a dar uma meia volta. Impulsionei com o peito do meu pé após conseguir me firmar novamente após a derrapagem e me atirei a correr voltando para o meu ponto inicial.

Minhas mãos balançavam de forma habilidosas me dando mais uma impulso na corrida, já poderia ver os bonecos que eu havia pendurado a uns dois metros quando de surpresa um braço surgiu de trás de uma árvore me fazendo arregalar os olhos e de imediato pensar em deslizar pelo chão fazendo folhas secas se levantarem, rapidamente rolei pelo chão me colocando em posição e cócoras para observar de uma distância mais segura a pessoa que quis me pegar de surpresa.
- Topaz!? - a ruiva olhou para mim sorrindo, estreitei meus olhos e me levantei batendo minhas mãos uma contra a outra limpando os vestígios de terra das palmas.
- Querendo me pegar de surpresa, amorzinho? - falei debochando e sorri malicioso. - Vamos mais um round? - me aproximei dela olhando de forma maliciosa e assim o treino seria mais intenso.

Direita, esquerda, esquerda e me esquivei. Tudo de forma rápida e bem concentrada, eu tinha que me por de frente a uma futura rival. Mesmo sabendo que Topaz era um alguém que fazia parte da minha vida eu não poderia colocar isso a frente no dia, seríamos ótimos parceiros de combate, porém, eu sabia que iria pesar mais se caso tiver que matá-la. Enquanto meus golpes rápidos atingiam suas palmas protegidas por luvas eu a encarava nos olhos vendo seu esforço em me ajudar e me deixar mais aprimorado nos golpes de habilidade.
Girei minha silhueta de surpresa e a derrubei em uma rasteira.
- Dessa vez foi por baixo... - Novamente voltei a ajudá-la a se levantar como fiz no último treino que tivemos e a abracei. - Vamos acabar com aqueles bonecos que trouxe. - beijei seu rosto e me virei indo para perto dos bonecos, cada um ficava com um e assim começamos a lançar golpes, cada um treinava o que queria se aprimorar e assim foi.

Ficamos por mais uns trinta minutos, me sentia mais rápido nos movimentos de combate, esquartejei todo o boneco treinando junto com minha lança também podendo sentir mais o seu peso o que me ajudou a obter mais controle, agora era só aguardar para um próximo treino antes da chegada do dia dos jogos vorazes.

Ação:
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Post: 04 ~ Tag:Topaz
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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Seg Maio 04, 2015 10:01 pm

Floresta
Olá, Dharos.

Treino muito bom! BEM melhor que o treino passado. Gostei da forma direta que você narrou suas ações, sem muita enrolação. A descrição dos movimentos foram ótimas, ficou tudo muito claro. Notei alguns erros de digitação que poderiam ter sido evitados se tivesse corrigido o texto. Fora isto está tudo perfeito.

+ Meio ponto em Movimentos Rápidos.

   
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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Seg Maio 04, 2015 10:11 pm

Floresta
Olá, Topaz.

Seu post foi excelente. Foi muito direta em suas ações e mesmo assim conseguiu desenvolver bem. Realmente não tenho do que reclamar. Gramática perfeita e post muito bem desenvolvido. Parabéns.

+ Meio ponto em Combate Desarmado.


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Re: Floresta

Mensagem por Topaz Ross em Sab Maio 09, 2015 2:09 am


TRAINING
No instante em que avisto Dharos de longe, fito-o seriamente, tentando transparecer todo o meu aborrecimento pelo seu atraso. - Achei que tinha desistido de levar uma surra hoje. - digo enquanto ele se aproxima - Você fica linda quando está com raiva. - ele responde com o seu mais sínico, e encantador, sorriso. Engulo seco, indignada pelo modo como ele consegue mexer comigo de tal forma, usando uma simples provocação em conjunto com o seu olhar sedutor. - Raiva? Eu? Você ainda não viu nada! - ameaço quando o garoto petulante para a cerca de quatro metros à minha frente - Então faça-me o favor de me mostrar, docinho. - ele responde, e ambos sabemos que acabou de acionar o gatilho certo. Caminho lentamente em sua direção até parar um metro à sua frente - Vamos dançar, baby, - digo e rapidamente inclino meu corpo na diagonal enquanto ergo minha perna direita para realizar um chute direito na altura do peito de Dharos. Em reflexo, o rapaz ergue seus braços, rapidamente defendendo o meu chute com os seus antebraços. Embora eu não esperasse de fato pegá-lo de surpresa, contento-me por conseguir fazê-lo recuar um passo e meio. Sem perder tempo, avanço contra o rapaz, girando meu torço para garantir força extra ao lançar-lhe um soco com meu punho direito; ele então acerta meu antebraço com sua palma, desviando meu golpe. Repito a tentativa, desta vez com o punho esquerdo, mas ele facilmente intercepta o golpe usando seu antebraço como escudo. O brilho em seu olhar me alerta que hora de eu me defender.

Quase sem tempo para reagir, percebo o vulto de seu punho voando em minha direção e assim me abaixo para esquivar-me do primeiro ataque. Tenho meio segundo para respirar e decidir o que fazer; levanto-me tentando acertar o seu rosto com a lateral da minha aberta, ele então segura meu braço com ambas as mãos e "joga" minha mão para baixo, ao passo em que eu inevitavelmente escancaro minha guarda. Novamente vejo o vulto de seu punho vindo em minha direção e meu único reflexo é do de inclinar meu corpo para trás. Sinto o punho de Dharos cortar o ar a centímetros do meu rosto e fico furiosa de imaginar que ele estaria realmente disposto a me arrancar alguns dentes na porcaria de um treino. Decido contra atacar e miro em sua coxa quando tento efetuar um chute com minha perna direita, entretanto, ele mimeticamente ergue sua perna esquerda ao mesmo tempo e faz o seu chute anular o meu. Ainda com o corpo inclinado, arrisco um chute alto quando estico minha perna com força, mirando em seu rosto; em resposta ele se agacha. É neste momento, no intervalo de segundos que ele leva para se recompor, que eu rapidamente firmo meu pé no chão para me garantir mais impulso e lanço um terceiro chute alto que acerta em cheio a mandíbula quadrada de Dharos no exato momento em que ele se ergue.

O suor banha meu rosto no meu momento em que me aproveito da quebra na guarda de meu oponente e flexiono meus joelhos, me impulsionando em um salto de altura razoável, voando na direção de Dharos com minhas pernas arqueadas, pronta para aplicar-lhe uma joelhada dupla. Ainda no ar, vejo erguendo os antebraços em posição de defesa, e rapidamente giro meu corpo, impulsionando minhas pernas para frente, transformando a joelhada dupla, em uma voadora dupla. No exato instante em que meus pés tocam o escudo formado pelos antebraços de Dharos, uso o que me resta da força que acumulei no impulso para forçar ainda mais o impacto entre nossos corpos. Como resultado, o rapaz cai para trás, e eu caio sentada bem à sua frente. Deitado no chão, Dharos começa a rir, logo eu me apresso para me levantar e me aproximo do rapaz - Qual o problema docinho? Esqueceu-se que eu também sou uma carreirista? - digo em um tom provocante - Então vamos lá carreirista, vamos começar o treino pra valer. - ele me responde, e o brilho em chamas de seu olhar me diz que terei um longo fim de tarde.

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Re: Floresta

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Sab Maio 09, 2015 2:24 am

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Re: Floresta

Mensagem por Banshee Roux Beowulf em Seg Nov 02, 2015 4:10 pm

Período Encerrado
A centésima trigésima quarta edição dos Jogos Vorazes chegou ao fim, como o primeiro período do fórum. A partir de agora, toda postagem deverá ser narrada posteriormente aos Jogos- todos os turnos estão encerrados e não será permitido a 'volta no tempo'.
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Re: Floresta

Mensagem por Hayley L. McKlaus em Sex Nov 13, 2015 1:29 am





Eyes of Fury

And when there is no longer memories, man show colder and impetuous. And when there is no more love, the man will become soulless, spiritless. And when there is no feeling of loneliness, the heart will be full of strength and will bring you back from the darkness of the world and make it a true warrior could lift his sword and command armies thousand.



O som da minha respiração era mínimo, eu conseguia controlá-la de forma branda para que meu alvo não percebesse de imediato a minha presença dentre as árvores. Meus dedos estavam firmes segurando a lança feita com cabo de madeira amarrado em uma ponta de aço em formato losangular em tom de vermelho bem escuro. A mancha seca de uma caçada anterior.
Senti o sopro gélido passar por mim fazendo as folhas se sacolejarem, meu cheiro iria alertar o servo então eu teria que estar pronto, com tudo calculado e foi nesse instante que ouvi sua voz vir até meus ouvidos, era como se ele estivesse ali...

- Vá pela direita, irei pela esquerda e assim conseguimos encurralá-lo! - disse o garoto correndo ao meu lado segurando sua lança. Seus olhos azuis que demonstrava um profundo rancor e sua expressão séria me causava arrepios, ainda bem que ele era meu primo.
- Certo! - respondi me afastando dele olhando para a nossa  caça indo na direção que ele estava indo.
Corria o mais rápido que eu conseguia, tinha essa habilidade em meu sangue, movimentar meu corpo rapidamente era uma vantagem que somente os caçadores conseguiam e eu queria ser como ele.


Dei um passo para frente e então dei o segundo, sempre observando o solo para não ser pego por uma armadilha natural, um galho seco. Segurei minha respiração e então me concentrei tentando observar para que lado minha vítima tinha condições de correr, seu corpo estava demonstrando algumas linhas curvas fazendo claramente seus músculos se enrijecerem, ele estava pronto para correr a qualquer momento. Focinho virado para o lado norte enquanto sua retaguarda para o sul, porém, nunca correm para frente e sim sempre para o lado oposto tentando confundir seu oponente vindo de uma distância como a nossa naquele momento.
Firmei meus dedos na lança e então corri para o lado oposto ao meu alertando o animal que ia para o mesmo lado me dando então uma visão perfeita do que eu teria que fazer, abri um sorriso e fui correndo me aproximando aos poucos.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaah! - saltei lançando minha arma na direção do animal caindo no chão protegendo minha cabeça colocando meus braços sobre ela e rolando no chão parando depois de duas giradas...

- ELE ESTÁ INDO NA SUA DIREÇÃO KARTHER! - ouvi o grito do outro me alertando.
Segurei minha lança com as duas mãos e então me joguei no chão fazendo meu corpo deslizar pelas folhas inclinando a ponta da minha lança para cima e em um sincronismo impecável o cervo pulou sobre mim não conseguindo parar a tempo e encravei a ponta da arma longa bem na direção de seu tórax sentindo a parte dura do animal quase romper o talo da arma de madeira.
- Boa garoto, você finalmente conseguiu acertar uma... - disse ele brincando estendendo sua mão para me ajudar a levantar.
- Você é muito engraçado, senhor gibi. - falei após ficar de pé e então olhei para o nosso troféu. - Meu pai vai ficar orgulhoso, finalmente teremos algo para vender.
Olhei para o maior e assenti com a cabeça. Fomos na direção da carcaça morta e ambos pegávamos para dividir o peso.
- Sabe, primo, tenho certeza de que você conseguiria sobreviver na arena, mas espero que não seja colhido nessa e nem nas cem próximas. - ri brincando olhando para sua face que se mostrava séria.
- Falei algo de errado? - perguntei meio receoso.
- Apenas não se distraia, continue sempre com o foco até o final da missão, pois ela nunca termina enquanto estivermos a merce dos olhos da besta.
Ele olhou para mim me fazendo abaixar a cabeça e assim absorvi aquela dica me concentrando.
- Pode deixar, Dharos, não se repetirá.


Peguei firme no meio da lança e retirei a lâmina encravada no dorso do animal, uma lágrima escorreu e rapidamente a limpei, não poderia perder meu foco então teria que terminar minha missão o quanto antes para que nenhuma besta pudesse me pegar.
- Essa foi por você, meu primo. - falei olhando logo em seguida para o céu que estava alaranjado com algumas rajadas de nuvens em tom mais dourado, iluminados pelos últimos feixes de luz do sol.
Saber que Dharos não conseguiu sobreviver, vê-lo se entregar a morte neste último Jogo me fez refletir e concretizar de que a realidade é cruel e não lhe trás coisas boas a não ser sua vida.
Carreguei aquele Cervo para casa na caminhonete para que logo sua carne fosse comercializada, terminando assim meu trabalho naquele dia.

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Re: Floresta

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Dom Nov 15, 2015 10:45 pm

Alexei encontrava-se agachado logo em frente a cerca eletrificada do distrito, camuflado pelo gramado alto naquela parte. Passara a última semana estudando os pacificadores que ficavam naquela região, conseguira decorar seus turnos, os horários em que trocariam de posto e suas formações. Encarava a cerca um tanto quanto ansioso e antes de fazer qualquer movimento dera uma olhada para trás, a fim de ter certeza de que estava mesmo sozinho. Ao certificar-se pela quinta vez de que não havia um pacificador sequer por perto sentira aquela estranha sensação no peito aliviando-se, respirou fundo e tratou de colocar seu plano em ação. Com ajuda de um galho grosso caído de uma árvore qualquer começou a cavar um buraco largo debaixo da cerca, usando toda a sua força. Sua intenção era aumentar o espaço entre a cerca e o chão, dando-lhe chance de passar com segurança. Só parou quando sentiu-se satisfeito com seu trabalho.

O garoto conseguia ouvir o zunido da cerca, que indicava que a mesma encontrava-se ligada. Um movimento brusco e levaria um choque de sabe-se lá quantos mil volts, e em segundos estaria morto. Era arriscado, mas tinha que tentar. Tinha esse pressentimento estranho em relação aos próximos Jogos Vorazes. Precisava estar um passo a frente. Enfiou o braço esquerdo pelo buraco que fizera, tomando o máximo de cuidado possível. Conseguiu passar a cabeça e logo em seguida passara o outro braço. Encontrava-se agora com a parte de cima do tronco já do outro lado da cerca. Alexei agarrou-se no chão do outro lado da cerca e puxou seu corpo pra frente, passando agora pela cerca todo o seu tronco e parte das suas pernas. Fizera um esforço e tanto, parando alguns instantes para respirar. Encontrava-se de bruços no chão abaixo da cerca e completamente sujo de terra. Reunindo todas as suas forças forçou seu corpo para frente, passando agora todo seu corpo pela cerca. Demorou alguns segundos para por-se novamente em pé, mas assim que fizera fez questão de correr floresta a dentro sem nem ao menos olhar para trás.

[...]

Caminhava lentamente, após um ou dois quilômetros correndo sem pausa. Alexei tomava cuidado a cada passo, procurando não pisar em galhos e andar em linha reta. Não era mestre em mover-se silenciosamente, mas tinha confiança de que conseguiria deixar o mínimo possível de marcas no chão. Estivera naquela floresta aos quatorze anos, quando tentou fugir de casa, e desde então tudo por ali estava diferente. As árvores pareciam mais velhas e a grama mais alta. Pela manhã o garoto combinara com Gigi, a filha do padeiro, de treinar na floresta. Ela era mais velha e já não era elegível para os jogos, mas prometera ajudar Alexei de qualquer forma. Não tinha certeza do seu destino, por isso limitou-se em continuar focado em seus pés na tentativa de diminuir seus rastros. - Você está sujo. - A voz doce da garota fez Alexei sorrir quase que imediatamente, virou-se para trás procurando a origem do som. Seus olhos vasculharam cada detalhe ao seu redor, e apenas segundos depois conseguira encontrar a loira sentada no galho de uma árvore. – Tive certo trabalho com a cerca. Como você conseguiu passar? – Tentou ao máximo esconder a felicidade que o preenchera naquele momento, usando um tom leve e desinteressado em sua voz. - Eu tenho meus próprios meios. - A garota lançou-lhe um sorriso logo após a frase, saltando para o chão logo em seguida. O garoto não poderia mais negar, com toda certeza gostava dela. Não de uma forma boba como quando os garotos da escola diziam que gostavam de alguém, apenas gostava de estar com ela. – Vamos ficar só nos encarando? – Devolveu o sorriso, de forma tímida. Gigi acenou com a cabeça e Alexei a seguiu, agora já não tão preocupado com seus rastros no chão.

Os dois chegaram em uma clareira, cercada por árvores altas e com um lago médio no centro. Notou três mochilas, duas pequenas e uma média, jogadas em um canto próximo ao lago formando uma pilha irregular. - Pra mim uma das melhores coisas dos Jogos é ver o pessoal do onze ou doze, normalmente os mais fracos, correr em direção de uma mochila e não conseguir pega-la sem cair ou parar de correr. Vamos treinar sua velocidade hoje. - Alexei não pode deixar de lembrar da lenda de Katniss Everdeen, perguntou-se se ela teria sido fraca em sua primeira vez na arena e havia contado com ajuda. Não conseguia pensar em uma resposta concreta, mas com tudo que acontecera pensava que não. A garota fora forte. – Ok... O que eu faço? – Ainda não havia entendido cem por cento o que faria, mas colocando-se em posição de corrida preparou-se para as instruções. - Está vendo aquele X que marquei no chão com dois galhos? Ele deve estar a uns cinco metros, ou mais, da pilha de mochilas. Aquela é sua plataforma, as mochilas sua primeira meta. - O garoto dirigiu-se até o ponto por ela indicado e tratou de limpar a mente e imaginar que realmente estava na arena. Como sempre acontece quando foca em alguma atividade, Alexei agora estava no mais puro silêncio. Gigi ainda estava parada no mesmo lugar de antes, agora a cerca de três ou quatro metros a esquerda do garoto. O garoto conseguira escutar a menina contanto de trás pra frente, assim como a contagem na arena. - Três, dois... Um. - O garoto começara a correr com toda suas forças.

Suas pernas ardiam como se estivessem em chamas, mas o garoto não parou. Continuara correndo com os olhos fixos na mochila média, que estava logo abaixo das outras pequenas. De longe conseguia ver uma alça livre. Procurou manter o ritmo, dando passos largos e firmes. Considerava-se rápido, mas com toda certeza precisava de mais algum treino. Esticou o braço ao aproximar-se de sua meta, mas ainda estava a uma distância considerável das mochilas. Ao finalmente alcançar a alça conseguiu puxa-la com força, sem parar de correr. Enroscou seu braço na mochila, mas a mesa era pesada, o que o fez tombar para frente. Ao cair no chão arranhou parte de seu rosto, e irritado começou a socar a grama com raiva. - De novo, mais rápido. - Largou a mochila em silêncio, com a raiva lhe consumindo por dentro, e voltou para a sua posição inicial.

Estava correndo pela oitava vez, já suando e com suas pernas reclamando de dor. Mesmo assim Alexei recusava-se a parar. Juntou toda a sua velocidade restante e apressou os passos, dando agora uma distância maior entre eles. Isso o tornava alguns segundos mais rápido, ou pelo menos era nisso que o garoto acreditava. Gigi estava sentada na sombra de uma árvore, limitando-se a gritar palavras de apoio e até mesmo uma ou outra dica útil.

Estava próximo da mochila de novo, agarrou-a com as mãos e continuou correndo. O peso fez o garoto pender para frente, mas logo recompensou jogando a mesma para as costas e prendendo uma de suas alças no braço. Continuou correndo até aproximar-se de onde Gigi estava sentada. A garota sorria.– Toma ai a droga da mochila. – Disse irritado, arrancando a mochila das costas e jogando-a no colo de Gigi. – O que diabos tem ai dentro? – Questionou enquanto sentava-se ao lado da moça e a observou abrindo o zíper da mochila. Gigi tira de dentro duas garrafinhas de água com cerca de 500ml cada, e joga uma para Alexei. A garota tira também um pão grande e meia maçã. - Você acaba de ganhar alguns dias de vida na arena. Comida e água são itens importantes, mas sabia que o corpo humano consegue sobreviver sem eles por alguns dias? Nas outras mochilas coloquei algumas facas que roubei da cozinha do meu pai. Nem sempre o maior é melhor Alexei. - O garoto passara a encarar as outras duas mochilas, semicerrando os olhos e limitando-se a beber um gole da sua garrafa de água. – Eu poderia, sei lá, arranjar uma arma na cornucópia ou fazer alguma com um galho grosso. – Sugeriu enquanto mordia o pão, faminto. - É uma sugestão válida, não vou negar... Cinco minutos pra recompor energias, vamos dar algumas voltas ao redor do lago antes de irmos embora. - O garoto tratou de continuar comendo seu pão e bebendo sua água, indiferente.

Estava agora de pé, na base do lago, com Gigi ao seu lado. - Trinta voltas, as mochilas pequenas marcam a chegada e saída. - A garota dispara a frente de Alexei logo após terminar a frase, e após alguns segundos para absorver a situação o garoto começara a correr atrás dela. Decidira não ir rápido, poupando energia pro final. Limitava-se a cada passo e tentou não deixar isso transparecer para Gigi. Alexei passara as primeiras dez voltas em uma corrida lenta, com passos curtos. Gigi já estava a sua frente umas três ou quatro voltas. Ao completar a décima primeira volta começou a aumentar a distância entre seus passos, de forma natural, e como já estava descansado conseguira sem problemas aumentar sua velocidade. Corria rápido agora, recuperando o tempo perdido. Manteria-se assim pelo tempo que fosse preciso, já que para ele treinar era puxar-se até o limite. Mantivera-se assim até a vigésima sexta volta, quando começara a sentir náusea. Se continuasse com toda certeza vomitaria o pão que tinha comido a pouco tempo, mas sentiu-se orgulhoso do tempo que aguentara. Diminuiu a velocidade, porém continuou correndo em passos largos. Havia recuperado seu tempo perdido em relação a Gigi, de forma que agora ambos completavam a vigésima sétima volta. A garota parecia exausta, e usando isso a seu favor Alexei aumentara a distância entre os dois acelerando o passo antes de voltar para os passos mais lentos. Corria com calma, a fim de relaxar os músculos que gritavam por um descanso.

Era a última volta, e Alexei percebera Gigi aumentando a velocidade. Decidiu ir mais rápido também, mas agora a garota já estava do seu lado. Por fim acabaram empatando. – Acho que vamos ter que voltar aqui pra desempatar.  – O garoto dissera enquanto apoiava suas mãos nas pernas, cansado. - Vamos, duas vezes na semana, até o dia da colheita. Agora vai, me ajude com as mochilas e vamos dar o fora daqui. - Gigi estava certa, precisavam ir. Estavam fora a tempo demais. Alexei foi atrás da mochila grande enquanto Gigi pegava as pequenas e juntos adentraram na floresta, não estavam muito distante da cerca, mas ainda assim era uma caminhada de cerca de quinze minutos.


Obs:
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Treinando - Movimentos rápidos.

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Re: Floresta

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Seg Nov 16, 2015 1:36 am

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Olá, Alexei.

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+ Meio ponto em Movimentos Rápidos.


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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Qui Nov 19, 2015 1:18 am

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Olá, Hayley.

Você escreve muito bem, gosto muito da forma como explana seus sentimentos e descreve o ambiente. Só digo uma coisa: desenvolva mais. Com a sua narração e a situação criada, é possível um post mais desenvolvido. Sem mais, parabéns.

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Re: Floresta

Mensagem por Hayley L. McKlaus em Seg Nov 23, 2015 4:49 pm





Eyes of Fury

And when there is no longer memories, man show colder and impetuous. And when there is no more love, the man will become soulless, spiritless. And when there is no feeling of loneliness, the heart will be full of strength and will bring you back from the darkness of the world and make it a true warrior could lift his sword and command armies thousand.



No dia seguinte eu havia retornado e me colocado a disposição para caçar novamente, me arriscando mais uma vez para conseguir um outro cervo em meio a ser capturada pelos pacificadores. Era o que eu havia escolhido, mesmo sendo filha de um prefeito cheio de luxuosidade, mas eu não estava apenas fazer aquilo por gostar, era meio que um treino para a minha entrada nos jogos caso fosse a hora de fazer parte daquela luta pela sobrevivência. Eu não poderia errar.

Me instalei em um ponto diferente do local de ontem, não havia levado muita coisa, minha lança, uma faca e alguns outros acessórios que carregava em minha bolsa de pano que mais parecia uma aljava. Feito meu local então marquei trinta minutos em meu relógio, seria o tempo estimado para a aproximação de alguma patrulha de vigilância dos pacificadores, além de ter que ser rápido eu também tinha que também ser astuta em poder achar esse animal que não estaria muito perto do ponto anterior. Respirei fundo e apertei o botão acionando a minha contagem e adentrei a mata expansiva.

Dezessete minutos e trinta e três, quatro, cinco... Ainda não tinha conseguido achar minha caça, mas pelo caminho consegui dois esquilos e três lebres, não estava no pacote, porém, eu também tinha que sair com uma vantagem daquela floresta. Após ter deixado os animais mortos no meu ponto voltei a caminhar pela mata, os galhos secos caídos ao chão eram evitados pelas minhas passadas para que não dessa chance de algum suposto pacificador ou até mesmo o animal caçado de descobrirem minha localização. A respiração estava novamente controlada, em mão a minha companheira com a ponta afiada e duas lâminas capazes de perfurarem uma carne bem consistente se encontrava firme pelos meus dedos. Ousei ficar um pouco mais exposto para caso conseguir ouvir melhor de onde poderia vir um barulho suspeito e foi exatamente o que consegui obter.

Olhei para a direção leste do meu ponto e calmamente caminhei dentre as árvores, em alguns momentos me ocultando atrás dos grossos troncos, para minha surpresa lá estava um pequeno grupo de alces se alimentando da grama verde e úmida, eram quatro e no meio deles um tinha uma marca de ferida na parte traseira do dorso, era aquele. Calculei que tinha uns três metros de distância entre mim e o pequeno grupo. Ocultei-me novamente e umas três vezes inclinava minha cabeça para ver a posição da minha vítima, sei que poderia qualquer outro dali, mas aquele era pessoal já que ninguém me faria de besta escapando da lâmina da minha lança.

Olhei ao relógio e lá marcava vinte e dois minutos, faltavam agora oito para que meu relógio apitasse e me localizasse podendo me fazer perder aquela boca. Respirei fundo e fechei os olhos, tentava me concentrar. Apertei forte o cabo da minha lança me posicionando para ataca-la, o barulho do tic-tac do relógio estava mais alto e junto a ele o mascar da grama, teria que ser agora, contei mentalmente de um à três e me abri saindo de trás do meu esconderijo olhando de imediato para o meu alvo e lancei a arma com toda a minha força, meu corpo se inclinou para frente fazendo com que a força subisse do pé passando pelo meu tronco e atingindo o braço lhe dando uma potência maior na lançada para que a arma atingisse o animal, com minha astúcia e sorte a lança perfurava quase que o mesmo ponto ferido do alce já que na tentativa de saltar ele colocou mais exposto a zona de acerto pretendido.

O grito e a queda pela perda de força das duas patas traseiras do alce fez com que os outros fugissem, corri rapidamente na direção dele e segurei no cabo da lança girando-a dentro dele, atordoá-lo para poder fazer ele não ter força e se levantar, esquivei de algumas patadas que ele lançava ao ar para se levantar e de uma vez peguei minha faca e me lancei em eu pescoço perfurando-o abaixo de sua boca e rasgava descendo e fazendo uma abertura de quinze centímetros, o sangue me minhas mãos começava a ficar mais intenso já que jorrava agora. Sai de cima dele e o deixei agonizar, olhei novamente para o relógio que quase se manchou de sangue, vinte e oito minutos, tive que me agilizar para sair dali.

Carreguei aquele bicho arrastando-o pelas patas amarradas em uma corda com dificuldade, já haviam passado mais de trinta e cinco minutos, chegando no meu pequeno acampamento os animais e meus pequenos pertences estavam ainda por lá, joguei aquele bicho enorme ao chão e me abaixei pegando o resto dos animais pequenos os colocando em minha cintura, guardei meus objetos na bolsa e peguei o alce que gotejava ainda sangue o colocando nas costas, pude ouvir barulhos vindo da meu lado sul o que me alertou para supostos pacificadores, tive que correr e assim sai dali tendo mais um segundo dia de trabalho duro e pesado, literalmente.

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Re: Floresta

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Ter Nov 24, 2015 4:45 pm

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Re: Floresta

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Ter Nov 24, 2015 11:13 pm

Juntou a caneca de chocolate quente ao corpo e encolhendo-se procurou ficar imóvel.  O fim da primavera trazia consigo uma geada vinda do norte todas as manhãs. Estava frio demais para qualquer movimento brusco. Alexei encontrava-se sozinho em meio à larga floresta além dos limites do Distrito. Gostava do aperto no peito que desobedecer a uma lei trazia, era uma sensação nova e um tanto quando agradável para o garoto. Acordara cedo, antes mesmo de o céu ficar claro, e passara a cerca sem nenhum problema. Havia decorado o itinerário dos pacificadores e sabia como passar sem ser pego. Naquela manhã em particular não estava ali apenas para ver o sol nascendo, como costumava fazer em suas idas à floresta. Tinha planos de treinar algumas de suas habilidades, já que a colheita aproximava-se. Não que o garoto fosse como os demais de seu Distrito, que treinam a vida toda e voluntariam-se para os Jogos, apenas tinha claro em sua consciência de que precisava ter algum pré-conhecimento caso fosse sorteado durante uma colheita.

O tom escuro do céu aos poucos transformava-se em um azul cinzento, sem nuvens. Naquele dia em especial não contaria com a ajuda de Gigi, como na semana anterior, ou de algum tutor do centro de treinamento. Tinha que fazer aquilo sozinho, afinal se fosse realmente escolhido estaria por conta própria. Bebeu todo o conteúdo da caneca em um único gole, esquentando seu corpo.

Apenas quando a geada cessara e os raios do sol surgiam tímidos no céu Alexei levantou, atravessando completamente a clareira onde estava. Conhecia agora melhor o terreno, já que há uma semana estivera ali com Gigi praticando. Agachou-se atrás de alguns galhos secos perto de uma árvore velha e ali desenterrou uma mochila média, com o tecido de couro e na cor verde. Seus dedos sabiam exatamente onde e o que procurar, não demorou muito para libertar o objeto por completo. Decidiu sentar, vasculhando uma terceira ou quarta vez a clareira em que se escondia. Sabia que estava sozinho, tinha tomado todas as precauções possíveis, mas mesmo assim não custava checar mais uma vez ou outra.

Havia deixado aquela mochila ali na semana passada durante seus treinos com sua amiga. Abrindo-a pode retirar dali alguns pedaços irregulares de plástico, como em um dos brinquedos de montar que tinha quando era criança. Guardou a caneca suja dentro da mochila. Eram doze ao todo, formando dois pares de seis. Eram como largos cilindros, de tamanhos e cores diferentes. Após separar os objetos em grupos ocupou-se em monta-los, de acordo com o que tinha visto Gigi fazer durante uma de suas escapadas com a amiga para a floresta. Imitando os movimentos da garota acabou finalizando a montagem em pouco tempo, sem encontrar grandes dificuldades, e como resultado de sua montagem encontrava-se agora segurando duas lanças médias de plástico. Usadas no centro de treinamento ilegal e ilegalmente roubadas pelos garotos de lá. Girou um dos objetos em sua mão direita, sua mão dominante, e segurou o outro com força enquanto seguia para o centro da clareira, ficando de pé próximo ao lago central.

Sua habilidade com lanças era uma das melhores de todo o Distrito, ou pelo menos é isso que um dos tutores do centro de treinamento diz pra Alexei. E o garoto de fato gostava da arma, que era leve e bastante prática. Com ela pode aprimorar sua coordenação motora, o que ajudou bastante em seu dia a dia. Agora precisava dar mais alguns passos em eu treinamento, almejava tornar-se ambidestro. Muitas pessoas nascem ambidestras, mas treinando o garoto sabia que conseguiria dominar a habilidade. Já tinha certo pré-conhecimento, então não seria tão complicado quanto ele imaginara. Posicionou as armas ao lado do corpo, segurando-as com firmeza. Dividiu seu peso entre as duas pernas procurando manter um equilíbrio considerável para realizar os golpes que viriam a seguir. Esvaziando a mente procurou diminuir sua respiração, acalmando-se aos poucos. Sua mente agora só registrava os sons da floresta e nada mais.

Começou levantando a lança da mão direita na altura do ombro, girando-a em seu próprio eixo com o apoio em sua mão. Não era uma tarefa fácil, porém com o treinamento que já tinha e por aquela ser sua mão dominante, Alexei dominava o movimento sem grandes dificuldades. Permaneceu realizando o mesmo movimento por cerca de dois ou três minutos, sem pausa. Diminuiu a velocidade da lança aos poucos fazendo-a parar, e em seguida voltou a segurar a arma de treino como fazia antes de iniciar o movimento. Agora com cautela resolveu levantar a lança da mão esquerda, sua mão não dominante, na altura do ombro. Faria o mesmo movimento que fez com a lança da mão direita, só que agora com maiores dificuldades por ser a mão não dominante. Realizou o primeiro giro da lança sem grandes problemas, apenas perdendo um pouco de seu equilíbrio e pendendo um pouco para o lado. Teria que forçar-se ao limite, sabia que só assim conseguiria aprimorar sua habilidade.
Girava a lança da mão esquerda lentamente, prestando atenção em cada movimento realizado. Seu corpo começara a pender durante alguns movimentos, fazendo Alexei ter que procurar redistribuir seu peso entre as pernas a cada cinco ou seis voltas da lança em sua mão. Sem pestanejar forçou seu braço direito a erguer a arma que segurava, girando-a em seu próprio eixo assim como fizera antes. Girou seu corpo e esticou a lança esquerda, lançando um golpe torto, porém intenso no ar enquanto a lança direita continuava girando. Abaixou o braço esquerdo com a lança e com o direito girou a arma ao redor de seu corpo e logo em seguida golpeou novamente o ar, jogando todo o peso de seu corpo na força dos braços. Procurou não parar seus movimentos, enquanto continuava golpeando o ar com suas duas lanças de treino.
Perdia o equilíbrio com frequência, fazendo com que seus golpes saíssem vez ou outra tortos ou fracos demais. Forçando-se ao seu limite continuou os movimentos, girando as lanças em suas mãos enquanto golpeava. A cada giro suas ações tornavam-se mais fáceis, executa-las com perfeição agora era uma questão de tempo e técnica. Sentia seus braços gritando por uma pausa, mas em sua mente sabia que teria que continuar. Estava suando. Lançando todo o peso de seu corpo em sua perna esquerda fixou-a no chão enquanto girou o corpo sobre a mesma, esticou o braço esquerdo com a lança e reunindo todas as suas forças lançou sua lança em direção a uma árvore. Não parou para avaliar seu golpe, ao invés disso seguiu o movimento girando mais uma vez seu corpo em sua perna esquerda, agora lançando a outra lança em direção à mesma árvore com toda a sua força possível.  

Agora sem as armas nas mãos ajoelhou-se, cansado. Procurou normalizar sua respiração, enquanto de longe avaliava seu golpe final na árvore. Estava a cerca de dez minutos golpeando o ar sem parar antes de realizar tal movimento. Levantou e foi atrás das lanças de treino, sabia que por serem montáveis e de plástico com toda certeza não teriam perfurado a casca grossa de uma velha árvore. De fato as duas lanças encontravam-se jogadas no chão, próximas à árvore alvo. Alexei girou os ombros procurando relaxar a musculatura enquanto avaliava a posição das armas. Uma delas encontrava-se desmontada na ponta, logo em frente à árvore. Aquela seria a lança da mão direita, que certamente voou em direção à árvore e a atingiu com força. A segunda lança estava um pouco distante, ainda completamente montada, mas já perdida floresta adentro. Precisaria então treinar mais sua esquerda, já que nem acertar a lança conseguira.

– Meu próximo treino vai ser no centro de treinamento, preciso de algumas técnicas, que droga de ambidestria  – Estava irritado, sua voz soou rouca e cansada. Recolheu suas armas de treino e voltou para a mochila, desmontando-as e as guardando em seguida. Com as mãos aprofundou o tamanho do buraco onde a mochila estava enterrando-a em seguida. Estava estressado. Precisava da ambidestria pra manejar duas armas com perfeição.  Colocou algumas folhas secas em cima de sua mochila enterrada e levantou, correndo para fora dali o mais rápido que pode. Estava suado e precisava de um banho, mas mesmo assim voltaria a treinar com as duas mãos o mais rápido possível.

Obs:
Treinando Ambidestria! Ficou mal desenvolvido e até mesmo um pouco confuso, me perdoem, fiz apressado.

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Re: Floresta

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Qua Nov 25, 2015 3:16 am

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Olá, Alexei.

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+ Meio ponto em Ambidestria.


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Re: Floresta

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Qua Nov 25, 2015 6:49 pm

- Boa noite pra senhora também vó! – Sua voz estava calma, um tanto quanto sonolenta, mas ainda assim tranquila. Ouvira a avó resmungar de seu quarto no final do corredor, mas não pode entender mais do que uma palavra ou duas. Sentou-se em sua cama e retirou o pijama com pressa, cauteloso quanto a possíveis movimentos atrás de sua porta. Sabia que a avó não acordaria se a casa estivesse em chamas, mas mesmo assim não queria arriscar. Colocou uma calça de moletom leve e uma regata branca, amassada por estar jogada em um canto qualquer do quarto. – Espero que você tenha a mesma sorte... – Murmurou baixo, pensando em sua única amiga que logo iria ver. O que estava prestes a acontecer seria arriscado e perigoso, podendo resultar em tortura em praça pública ou até mesmo morte. Mas mesmo assim, para Alexei, valeria a pena. Gostava da sensação que vinha no peito a cada vez que transgredia a uma lei de Panem. Era algo novo e não explorado.

Em passos cuidadosos dirigiu-se para a janela de seu quarto, sentando-se na beirada da mesma enquanto aguardava.  Gigi morava no final da rua, mas a escuridão da noite impedia Alexei de enxergar um palmo sequer na sua frente. Apoiou os braços na borda da janela enquanto jogava as pernas pro lado de fora com cuidado pra não cair.  Seria uma queda longa, cerca de um metro ou dois até cair no gramado duro que cercava a casa. Sem paciência para continuar aguardando qualquer sinal de sua amiga decidiu seguir em frente, jogou-se da janela mirando uma pilha de folhas secas que poderiam amortecer sua queda. Ao cair sentado pode sentir quase que imediatamente a dor subindo por sua coluna, expandindo-se em seu tórax e fazendo Alexei perder a respiração por alguns segundos. Ficou ali no chão, deitado, recuperando-se enquanto registrava todos os sons ao seu redor. O toque de recolher havia entrado em vigor horas atrás, sabia que se fosse pego seria severamente punido. Não daria-se o luxo de topar com um grupo de pacificadores em vigia. - O que você está fazendo ai? – Reconheceu a voz sarcástica de sua amiga, vinda de algum lugar a sua esquerda. – Te esperando, ué. – Não queria parecer grosseiro, mas ainda estava ocupado em recuperar seu fôlego. Abominou seu plano de escapar de casa, não poderia ter usado a porta? De qualquer forma, já estava do lado de fora. Levantou-se com ajuda de sua amiga e pode sentir um ferimento em sua perna, mas o ignorou. – Conversamos na floresta, vamos logo. – Cochichou pra Gigi enquanto seguiam em direção à cerca, algumas quadras atrás de sua casa. Precisariam de todo o silêncio possível se não quisessem atrair a atenção dos pacificadores. E certamente não queriam.

[..]

Atravessavam a floresta com cuidado a cada passo, sujos por terem atravessado por debaixo da cerca. – Precisava mesmo ser nesse horário? – Alexei questionava nervoso pra sua amiga a cada passo, tentando reprimir o incômodo de seus ferimentos na perna causados pela queda da janela. – Sim, precisava. Conseguimos entrar na floresta algumas vezes durante o dia, mas mesmo assim corríamos muito mais risco do que agora. Você pode ter decorado o itinerário dos caras durante a manhã, mas nada garantia que não fôssemos pegos. Há menos pacificadores durante a noite, Alexei. E aqueles a postos estão com sono demais pra prestar atenção em qualquer coisa. – Gigi parecia rouca, mas Alexei julgou ser culpa do frio que a noite trazia durante essa época do ano.

Chegaram à conhecida clareira sem grandes dificuldades, e os garotos acomodaram-se debaixo de uma árvore permanecendo em silêncio durante alguns segundos. Só agora o garoto pode notar que Gigi trazia consigo uma bolsa pequena presa em sua mão, e restringiu-se a observar enquanto a garota remexia o conteúdo da mesma. De lá Gigi tirou duas lanternas, pequenas e potentes. – O que faremos hoje? – Ele nunca sabia o que treinaria com sua amiga até de fato estarem prestes a treinar, gostava do elemento surpresa que ela trazia a cada vez que se encontravam. Notou a garota levantando e a seguiu, em silêncio. Dirigiam-se ao centro da clareira. Ao lago.

Aquele seria seu terceiro treino com a ajuda de sua amiga, irritava-se com a seriedade que Gigi assumia a cada vez que estavam praticando. Queria conversar, questionar, mas sabia que ela não responderia. – Natação. – A voz da garota assumira um tom sério, dirigindo-se a Alexei como os professores da escola dirigiam-se aos alunos. – Há essa hora? Nesse frio? Você deve estar tentando me matar. – Estava gelado e deveria ser mais de meia noite, sabia que entrar naquele lago era alguma espécie estranha de suicídio. Alexei afastou-se, agora encarando completamente Gigi. Não entraria. – Melhor ainda, aproveitamos e treinamos sua resistência à dor junto com essa iniciação a natação. Olha, se você for escolhido, quero que chegue à arena com o máximo de habilidades possíveis. Não vai me dizer que nunca viu as arenas com água. – Parando pra pensar melhor, ele sabia que a garota estava certa. Mas mesmo assim algo dentro de si o deixava amedrontado, não queria fazer aquilo. – Tem certeza que não podemos fazer outr... – Não conseguiu completar a frase, os braços largos de Gigi o puxavam com força. Tentou libertar-se do empurrão, mas só conseguiu perder o equilíbrio em direção ao lago. Ao mergulhar pode sentir sua pele queimando devido à temperatura da água. Soltaria um grito, mas já estava debaixo da água por completo. Esforçou-se pra ficar de pé, enroscando-se nas algas e nas rochas do fundo do lago.

Quando conseguira ficar de pé pode notar a profundidade, a água chegava um pouco acima de sua cintura. Cruzou os braços acima do peito enquanto seu corpo tremia, em uma tentativa de aquecer-se. Encarou Gigi irritado a procura de qualquer tipo de instrução. – Comece boiando, pelo menos. O lago tem espaço o suficiente pra algumas braçadas, mas vamos deixar isso pra depois. – Ainda não conseguia entender como aquilo poderia ajudar em uma arena, é fato de que houve algumas edições em que os tributos precisavam nadar, mas Alexei julgava não ser tão difícil assim. Respirou fundo e mergulhou, procurando manter o equilíbrio no corpo. Se a intenção era boiar precisaria distribuir o peso de seu corpo de maneira uniforme, enquanto controlava sua respiração. As primeiras tentativas foram completamente falhas, fazendo o garoto afogar-se uma vez ou outra. Começara a se irritar, esticou os braços e abriu um pouco mais a perna a procura de algum equilíbrio na superfície.

Permitiu-se um sorriso quando notou depois de seguidas tentativas frustradas que boiava sem grandes dificuldades. Passaram-se cerca de vinte minutos desde que havia sido jogado no lago. Tinha medo de afundar, mas focou-se em regular sua respiração enquanto a água cercava seu corpo. Passou a movimentar os braços, abrindo e fechando aos poucos, guiando seu corpo para uma das bordas do lago. – Nadar não é tão complicado assim. – Seu tom carregava certo desprezo e irritação, mas Gigi não parecera notar. – Você está boiando, não nadando. Mas meus parabéns, pelo menos conseguiu isso em menos de uma hora. Eu demorei bem mais. – Encarou Gigi, mas ao levantar o pescoço acabou afundando no lago. Levantou e arrastou-se para fora da água, sentando-se na margem enquanto sentia água escorrendo de todas as partes possíveis de seu corpo. – Eu demorei bem mais? O que quis dizer? Você sabe nadar? – A pergunta parecia estúpida, se ela não soubesse certamente não tentaria ajuda-lo. –Aprendi sozinha, não que eu seja uma das melhores, só desenvolvi minha própria maneira de entrar na água e não morrer afogada. Com mais alguns treinos você encontra a sua também. – Aquilo não fazia sentido algum para o garoto, mas confiava em sua amiga.

Surpreendeu-se ao ver Gigi atirando uma toalha seca em sua direção. – Vou precisar de um bom banho quente, e alguma coisa pra beber. – Sua voz estava rouca. – Sério mesmo que hoje é só isso? – Questionou um tanto quanto receoso, estava esperando por mais algum empurrão. – Estamos aqui a mais de quarenta minutos, sabia?  Foi pouca coisa, eu sei, mas você precisava de um susto. Começando aos poucos é que se aprende. Da próxima vez complicamos mais. Talvez eu até entre contigo. – A visão dos dois no lago deixou Alexei envergonhado. Enrolou-se na toalha, ainda com suas roupas molhadas por baixo. Perguntava-se se realmente teriam tempo de treinar natação e novo, já que a colheita aproximava-se cada vez mais. Pelo menos boiar deveria servir-lhe pra alguma coisa.

obs:
Iniciação a habilidade de Natação. Outras habilidades previamente conquistadas também foram usadas no post.


Última edição por Alexei Tsar Brightthorn em Qui Nov 26, 2015 10:57 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Floresta

Mensagem por Mary Löwen Romanoff em Qua Nov 25, 2015 6:49 pm

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