[FP] Parsley, Saskia

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[FP] Parsley, Saskia

Mensagem por Saskia Parsley em Ter Nov 03, 2015 12:06 am

Saskia Parsley
YOLO
17 - 23/08
- idade -
Distrito 6
- grupo -
Operária tecnológica dos veículos
- emprego -
Psicológico, Fogo e Tecnologia
- habilidades -
Marina Ruy Barbosa
- avatar -
Extra
XXX
Bem, dizem que eu sou inteligente, porém, para o meu azar, também dizem que os mais inteligentes são os mais paranoicos por perceberem a real intenção do mundo. Isto pode provar a afirmação anterior. Não sei bem se é a paranoia que me define ser inteligente ou a inteligência que me define ser paranoica, mas ambas estão corretas em seu ponto de vista. Eu não confio em ninguém, muito menos em minha própria pessoa, e isto não é desculpa para ser antissocial. Aliás, dizem que eu tagarelo com tudo e com todos, se duvidarem até mesmo um manequim pode virar uma pessoa para debater uma teoria minha, ou meu reflexo no espelho para afogar minhas mágoas. Possuo muita imaginação, não me criticam. Não sei bem se eu teria sorte de ter amigos nos Jogos, eu devo ser a primeira a morrer. Não tenham dúvida.

Não, não sou distraída, apenas gosto de conversar bastante. Expor as minhas ideias para que possam ser ouvidas, mesmo sendo o vento o único "ser" presente. Ou uma parede... Dizem que elas possuem ouvidos, então não custa tentar, mas espero que elas não fofoquem também, acho que nunca mais vou conversar com uma parede. Não gosto mais delas... Que azar o meu, eu gostaria de ser uma parede amiga de todo mundo.

Mas também não podemos excluir a possibilidade d'O Senhor nos escutar pelas paredes, e quem sabe Ele me escutar, seja as dúvidas ou as preces. Realmente, O Senhor me ajudou bastante em superar o meu azar, e peço perdão pelas minhas ações futuras, mas farei o possível para tirar o pecado do mundo, e fazer deste um mundo livre e igualitário. Sem a Capital ou os Distritos.

Aliás, eu sou a única azarada aqui ou é paranoia minha?
Gostos / Sonhos
Produção de Armas. Saskia possui o hábito de juntar peças e criar as mais variadas armas, mesmo não sendo tão confiantes.

Sente prazer ao ver a loucura alheia. Por mais Confusa que seja com os próprios pensamentos e sentimentos, Saskia tem um dom para jogos mentais que se tornaram um hobbie divertido para a garota.

Sonha em se tornar a mais famosa produtora tecnológica, não só do distrito 6, mas também como de toda Panem. Trabalhar com as mentes mais brilhantes que existem. Ter completa sabedoria.
Desgostos / Medos
Morrer jovem. Saskia deseja acima de tudo ter sabedoria, e isso se consegue com o tempo. A morte destruiria o sonho da garota, assim como sua vida, claro.

Saskia com o passar do tempo adquiriu o receio de falta de ar, sentido-se totalmente aterrorizada com o fato de morrer afogada ou sufocada.

Como todo jovem, a garota possui desejos sexuais. Morrer virgem é uma preocupação que Saskia tem desde que atingiu a maturidade. Mas quem sabe os jogos possam mudar isso? Afinal brincar na floresta deve ser bom.
Família pobre e uma casa de coitados. Nada muito fora do ordinário no Distrito Seis. Aerodeslizadores podem facilmente substituir os pássaros no céu, e os trens se tornam monstros gigantes, alguns com velocidades incríveis que somente a corrente de ar formada poderia quebrar seus ossos. Acho que nada, além disso, pode se destacar. Pelo que eu escuto, nada de minha vida é diferente do resto da população, com o ensino rigoroso e de certa forma precário - eles não sabem ensinar ou evitam ensinar corretamente? - e também a introdução ao trabalho desde cedo. Bem, eu comecei um pouco mais cedo que o resto, mas não era na parte brutal, porém naquela que todos acham chata. Eu sou inteligente, alguns dizem que sou um gênio, porém não gosto de pensar assim. Ser normal também é legal.

O meu trabalho, para quem não sabe ainda, é na construção e manutenção dos sistemas eletrônicos dos aerodeslizadores e também dos trens de alta-velocidade ou no funcionamento dos motores. Também estudo, compartilhando metade de meu dia para tal, pretendendo seguir uma carreira mais honrada nas projeções aerodinâmicas e espaciais, podendo criar meus próprios modelos e ser reconhecida pela Capital, mas meu pai tem medo de que eles me transfiram para outro Distrito por causa de minha genialidade, como o Três - mesmo sendo algo impossível, mas o medo é capaz dessas coisas. Tanto que ele sempre me disse para não esbanjar das capacidades neurológicas e do meu raciocínio avançado, mas não me impede de ser muito melhor que o resto da população, porém o que eu tenho na mente, eles possuem nos músculos e no resto do corpo, então é um empate digno.

Por ser um pouco menosprezada por causa da idade tenra, e nem mesmo a minha capacidade superior atraia os olhos dos malditos, eu poderia praticamente fazer o que quiser ali. Em tese. A segurança não era tão rigorosa assim, mas ainda existia, mas nada me impedia de levar alguns restos ou peças "inúteis" de painéis dos aerodeslizadores ou dos raros aviões que por ali passavam e levar para casa. Eu tinha um lugar só meu, que havia construído perto de casa, em um túnel debaixo de casa com a ajuda de meu pai, que era o esconderijo para toda aquela parafernália. Lá eu passava o tempo livre tentando recriar alguns sistemas utilizados nos veículos. Logicamente pela falta de elementos em melhores condições e da situação precária da construção, o resultado não sairia perfeito, mas o que eu construía era sobrenatural.

Mas sempre tive que me esforçar, e nunca tive nada de maneira simples. Eletricidade? Uma regalia de poucos ou em pouco. A luz solar não abençoava a minha "toca" e o único método de iluminação era o fogo. Rústico, porém excitante.

Entretanto, existiam sim os obstáculos, e estes eram bastante irritantes. O solo úmido e a corrente de ar que se formava com a entrada do local não permitiam que as flamas se fortalecessem, e se desmachavam com poucos segundos de vida. Não foi tão complicado construir uma barricada e um pequeno suporte para sustentar o fogo lenhoso. Utilizei alguns materiais comuns em casas, como tijolos e madeiras. Mas a minha vontade em construir não se limitou somente naquele lugar. Eu gostava de consertar a minha própria residência, inclusive aumentei o quarto de meus pais, já que Boccagge não conseguia tempo para isto, visto que seu trabalho era quase escravo e não tinha muito tempo para fazer tarefas extras.

Pensando agora, acho que eu era solitária. Nossa. Como eu era solitária mesmo. Acho que deve ser por isso que eu quero me socializar. Estou me distraindo já, me deixa recomeçar... Personalidade, Família, trabalho, explicação da habilidade com tecnologia. Ah, lembrei.

Creio eu que não expliquei bem a parte sobre eu ser uma religiosa. Sim, pasmem. Uma cientista, se posso me chamar assim, que acredita em uma Força Superior que faz de Panem um teste para os verdadeiros bravos e dignos que serão levados para o Céu, um local de eterno prazer e felicidade. Mas eu ainda tenho algumas perguntas e dúvidas, mas tenho uma grande fé em tê-las respondidas no dia em que morrer. E me perdi novamente, perdão. Contarei aqui como eu fiz O Senhor se tornar parte de meu coração.

As ruas pobres sempre possuem as mais variadas histórias do que seriam o povo de antigamente, já que não possuímos muitas informações sobre o passado, muito menos nas escolas, então tudo o que sei é o que estes loucos e vagabundos divagam pelo Distrito Seis. Eu chamo de Histórias Fantasmas, e delas, a que mais chamou a minha atenção, foi a de uma divindade suprema tida como um homem, pai de toda a criação. Não ouvi nada, além disso, porém eu estava inspirada e necessitada de uma ajuda interior e suporte emocional, já que a carga de trabalho era exaustiva para mim, e não podia deixar meu pai preocupado. Ele sofre tanto, e não quero que aquela felicidade inocente se perca aos meus desterros.

Possa não parecer, mas eu sempre rezo para que Ele me olhe e me guie, seja na "oficina", ou no trabalho em algum projeto, mas nada seria comparado com os dias de Colheita. Eu sempre sofria, por ter medo de que fosse escolhida e meu pai visse a minha morte; porém eu queria voltar como vitoriosa, assim como a maioria, obviamente, mas era preferível não ir. Porém ordens divinas são ordens.
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Re: [FP] Parsley, Saskia

Mensagem por Charlotte M. C. Reinhardt em Ter Nov 03, 2015 5:02 pm

Avaliação
Olá, Saskia,

Toda a sua inteligência, a paranoia, pode lhe dar uma certa desvantagem, lhe fazer ser facilmente distraída e tratada com forma incomum, mas também pode lhe dar uma vantagem, lhe ajudar. Não vejo nada que desclassifique sua ficha. A história também é diferenciada e criativa.

Bem vinda à Panem.
Créditos à JVBR



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