[FP] Daewa Longshadow

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[FP] Daewa Longshadow

Mensagem por Daewa Longshadow em Seg Dez 14, 2015 4:26 pm

Daewa Longshadow

I know I am alone, but somebody is watching me.
Follows me every where I go.
16 anos [11 – 11 - 2135]
- idade -
Distrito 8
- grupo -
Caçadora
- emprego -
Reflexo e Facas. Furtividade, combate desarmado  e combate às cegas
- habilidades -
Haley Bennett
- avatar -
Extra
::Condição Psicológica [Explicação]::

Cada traço alterado da personalidade de Longshadow foi conquistado após o ataque que sofrera de sua mãe e nada mais é do que a consequência deste trauma ainda recente. Daewa não nasceu com instinto homicida e duvidoso, pelo contrário, sempre foi uma menina muito pacata e gentil. Seu novo comportamento deve-se ao estresse pós traumático e algumas singularidades das reações psicológicas. É uma reação do cérebro tentando mantê-la em um estado ilusório de segurança e constante vigília, além de zelo por si própria.

Ao ser atacada por Kristy todo o sentimento de confiança e amparo que tinha por aqueles que mais amava se desfez. Daewa atualmente vive uma fase onde ninguém lhe parece confiável, nem mesmo o pai. Uma boa amostra disso é sua afefobia. Ela teme ser ferida novamente e tenta de qualquer maneira se manter afastada, pelo menos ao toque.

A questão envolvendo seu gosto e aversão ao sangue também pode ser explicada. Normalmente quando vê alguém sangrar, Daewa quase sempre é atormentada por lampejos de memória e, curiosamente, o sangue dos outros faz com que se lembre da poça de sangue que se formou após degolar sua mãe. O sangue lhe dá uma sensação de superação, tranquiliza seus medos, faz com que se sinta segura. Já ser ferida representa o contrário. Faz com que a garota se sinta mais uma vez vulnerável, traída, impulsionada a se defender, pois está sendo atacada.

Um ponto importante de sua história foram as palavras de Kristy antes de atacá-la. A mulher desculpou-se por ter que matá-la, afirmou que sabia que ainda havia traços humanos e positivos na menina, mas que em breve eles desapareceriam, pois ela estava prometida a fazer parte da legião de demônios. Daewa tem pesadelos com essas palavras todas as noites. Eles vêm acompanhados da imagem da mãe morta, trazendo à tona toda a culpa que a menina gostaria de não sentir. As alucinações que tem com a mãe também são motivadas por esse sentimento. É uma forma de Longshadow se punir ou ainda sentir-se mais próxima da mulher. Ela precisa sentir Kristy próxima, precisa ouvir algum dia que está perdoada, mas acaba se punindo diariamente acreditando que não é uma boa pessoa, desacreditando em qualquer um. Com seu instinto selvagem de sobrevivência ainda latente, ela pode cometer as maiores atrocidades. Longshadow confessa para si mesma que é o próprio demônio, falta muito pouco para gritar isso para o mundo ...

::Sinais Físicos::

A cicatriz da facada é bem grande no peito da menina e ela evita ao máximo olhar para ela.

Até o fim de seus 15 anos Daewa possuía uma vida miseravelmente comum, assim como todos os infelizes de Panem. Assistiu a revolução sem escolher nenhum lado, sofreu todas as consequências com apatia e resignação. Realmente não aparentava ter uma personalidade singular, apesar da maioria achá-la doce e gentil. Contava com seu pai para protegê-la e com sua mãe para ampará-la, até tudo mudar...

Kristy, a mãe de Longshadow, era uma mulher estranha. Em uma realidade que não dava margem para qualquer tipo de religião ou crenças, a senhora rezava para um deus tirano e temia a uma entidade sádica, isso transformou completamente sua relação com a filha.

Poucos meses antes de Daewa completar seus 16 anos a mãe entrou em surto e atacou a filha com uma faca. Longshadow foi obrigada a se defender e nessa luta foi a menina quem sobreviveu. Desde então não consegue mais ser a mesma.

Seus olhos estreitos ganharam um ar arisco e às vezes dissimulado. O sorriso falsamente inocente é constante, ainda que ela tenha em mente as maiores atrocidades que possam ser cometidas. A mente se mantêm envolvida em armadilhas que confundem a realidade com a fantasia. A morena pode estar conversando tranquilamente com uma pessoa, olhando diretamente em seus olhos, sorrindo de maneira cativante, mas na verdade imagina torturas e uma morte dolorosa para sua companhia; de preferência algo que envolva facas, cortes sutis, mas profundos e com hemorragias intensas.

A mente conturbada de Daewa muitas vezes faz com que a menina se depare com alucinações que ela pode jurar que são reais.
Gostos / Sonhos
A admiração por grandiosas tempestades atraem demais a menina, fazendo com que perca boa parte de seu tempo com os olhos focados nos lampejos dos raios. O som repentino e estrondoso dos trovões provocam-lhe palpitações, mas não de medo e sim de excitação. Daewa é a amante do caos, das tempestades mais poderosas e perigosas.

Uma garota tão incomum não poderia compartilhar um sonho trival, algum que muitos possuam. Longshadow deseja diariamente sentir mais uma vez a proximidade da morte, ter a mesma sensação que sentiu ao ter a afiada faca perfurando o lado esquerdo de seu peito. A morena naquele instante sentiu a proximidade da morte; ela chegava com audácia, toda impertinente e repleta de segurança... Mas foi vencida e enganada. Depois disso o que a garota sentiu foi uma vitalidade indecifrável correr em suas veias. Sentiu-se uma vitoriosa, tinha derrotado aquela que muitos consideram inevitável.

Daewa ainda tem um grande fascínio por sangue, desde que não seja o seu que esteja sendo derramado.
Desgostos / Medos
A garota sofre de afefobia, uma doença psicológica que provoca grande medo de ser tocada. Diante a qualquer ameaça de toque Daewa se esquiva, algumas vezes permitindo que toda sua agressividade venha à tona.  
Enquanto adora imaginar e assistir o sangramento alheio, se vê seu próprio sangue ser derramado demonstra um comportamento caótico e furioso. Qualquer um que feri-la intencionalmente ou não irá se deparar com uma besta assassina, pois nesses momentos Longshadow se transforma em uma verdadeira fera lutando pela sua sobrevivência. Aquela que teve que matar sua própria mãe não vê mais problema em matar qualquer um.
Poucos diriam que o fanatismo religioso não teria espaço na caótica Panem... Mas ninguém pode desconfiar do quão prejudicial podem ser tantas ideologias distorcidas. Daewa foi uma desventurada garota que teve seu destino marcado por algo que pode ser considerado uma maldição. Inocente, a menina teve seu destino afundado na desgraça logo no dia de seu nascimento...

A morte da criança era esperada quando as complicações no parto surgiram. Sua mãe gritava, eram berros e urros de dor mesclados a súplicas e muito choro, ela clamava pela vida da criança. A noite era castigada por uma chuva torrencial. Goteiras que mais pareciam cascatas inundavam toda a casa simples dos Longshadow no distrito oito, empapando inclusive o corpo cansado da mãe que ainda tentava empurrar a filha para a vida. O pai apenas assistia tudo com uma grande aflição estampada nos olhos arregalados. Por muitas vezes limpava o rosto. A água da chuva também caia sobre si, mas seu suor motivado por toda a angustia e temor parecia muito mais poderoso. Ele não queria admitir, não queria nem mostrar suas mãos que tremiam descontroladamente, mas o senhor Longshadow tinha muito medo da tragédia e da morte decidir visitar seu lar naquela noite.

Sem nenhuma possibilidade de tratamento digno, a única solução foi recorrer à estranha parteira que morava três casas adiante. A velha parecia uma louca bizarra, mas se mostrou disposta a ajudar. E lá estava ela, corcunda, caquética, como seus olhos dominados por bolsas enormes e rugas compridas. Olhava diretamente por entre as pernas daquela que berrava de angústia. A parteira gritava incentivos e murmurava palavras estranhas.

Kristin suplicava à Deus pela sua filha, até ouvir claramente, ainda que os fortes estrondos dos trovões quase rompessem seus tímpanos:

- Não há morada para Deus aqui em Panem. Os únicos que zelam por nós são os demônios... E em noites de tempestades eles costumam atrasar partos para dividir com a alma da criança o corpo inocente que vai nascer. Normalmente eles vencem a alma quando o corpo chega aos 16 anos...

No fim dessas palavras um forte clarão iluminou o céu, sendo acompanhado de um estrondo ensurdecedor. Mas Kristy, aquela que se influenciava por qualquer coisa, focava apenas nos olhos escuros daquela mulher que recomeçou a murmurar palavras incompreensíveis. O coração da mãe palpitou assombrado e em poucos segundos a criança com nome angelical nasceu...

A pequena Longshadow cresceu aparentemente como uma criança normal, o único de curioso na menina era o fascínio que tinha pelas mais intensas e devastadoras tempestades. Quando elas ocorriam, Daewa colocava-se de frente à janela entreaberta, segurando-a para que não batesse e assim ficava a admirar toda força destruidora da natureza. Seu rosto se iluminava com um sorriso aberto e os olhos claros brilhavam tanto quanto os clarões mais intensos. Isso despertou uma certeza de Kristy, a mulher passou a acreditar que aquela que observava o caos na verdade era a entidade que dividia o corpo com sua filha. O que a mulher ignorava era que seu marido por muitas vezes contava com um imenso sorriso nos lábios que Daewa nasceu em um dia onde muitas luzes no céu se sobrepujam à escuridão. O patriarca Longshadow ainda completava dizendo que o som de trovões era os sons dos anjos e que não havia motivos para se temer, apenas se podia esperar, admirar e esperar pela calmaria.

Nos primeiros 13 anos de Daewa, sua mãe tentou com toda força ignorar suas crenças e esquecer as palavras da velha parteira que sempre martelavam em sua cabeça. Kristy por todo esse tempo conseguiu fazer seu amor de mãe prevalecer, mas aos poucos seu fanatismo foi vencendo. Ela lutava, ainda tentava manter um bom relacionamento com a filha, principalmente porque o marido insistia em exigir que pensasse com lucidez. Por mais alguns anos ela suportou, até chegar a fatídica tarde.

Uma leve garoa caia sobre o solo cinzento do distrito dos tecidos. Um silêncio profundo embalava a rotina pesada dos moradores. Na casa dos Longshadow a calmaria era ainda mais angustiante. Deawa estava do lado de fora, cuidando para que durante mais alguns dias não se preocupassem com a sede. A morena enxia galões de água pedindo sem palavras para que a chuva rala se tornasse mais forte e capaz de encher todos os seis galões com mais rapidez. A jovem estava imersa nesses pensamentos quando o silêncio foi rompido pela voz de sua mãe. Kristy berrou com vontade o nome da filha, e rapidamente a menina atendeu o chamado da mãe.

Daewa entrou na cozinha e se deparou com a Kristy apoiando-se contra a pia, de costas para ela. De princípio achou que a mulher estava passando mal, mas sua ideia se dissipou quando a mulher se virou. Pode-se ver que segurava firme uma grande faca de cozinha.

- Eu tentei, minha pequena, eu juro. Mas não há como fugir do destino. Venha aqui, vamos rezar pela sua salvação. – assim a lunática Kristy fez sinal para que sua ilha se aproximasse.

Arredia, Daewa fez o que a mãe pediu. Estranhava aquela situação, mas nunca que suspeitaria do que a mãe estava prestes a fazer. Bastaram poucos passos para que Kristy saltasse sobre a filha, berrando de uma maneira assombrosa frases estranhas, golpeando-a com uma perfuração não muito profunda do lado esquerdo de seu peito. Tudo aconteceu em questão de poucos segundos e a mais nova Longshadow só pôde sentir o contato frio e cortante daquela faca. Por puro reflexo a menina empurrou a mais velha, isso salvou sua vida.

Kristy caiu no chão, deixando escapar a faca, mas não desistiu de seu ataque. Dessa vez se levantando e saltando sobre a filha que estava atordoada demais olhando para seu ferimento aberto de onde fluía aquele sangue quente. Não houve tempo para perguntas ou palavras. As duas rolaram pelo chão e logo depois a mulher estava sobre a menina, com as mãos enforcando seu pescoço. De seus olhos vertiam lagrimas, sua expressão se contorcia em uma expressão de sofrimento , mas certezas. E sua força não era nem um pouco pequena.

Deawa sentia a morte se aproximar em passos rápidos e longos, o ar já faltava em seus pulmões. Seus olhos dominados por dúvidas e pavor encaravam a surtada, pareciam implorar para que parasse, mas Kristy não estava disposta a parar. A menina percebeu e bastaram poucos segundos para que tomasse sua decisão: queria sobreviver!

A mais jovem Longshadow tateou o chão frio em busca de algo para se defender e o que encontrou foi justamente a faca já banhada com seu sangue. Titubeou por um único segundo, ainda enxergava naquele monstro a sua mãe, mas não encontrou outra opção... Degolou a mulher em um único golpe, a sorte – ou azar – lhe abençoou naquele momento. Logo Kristy soltou sua filha, tombando para o lado, agora as mãos que antes estrangulavam a inocente tentavam estancar seu sangue que jorrava.

Deawa chorava, gritava chamando pela mãe. Colocou suas mãos sobre seu pescoço, também desejava conter o sangramento. Não desejava que morresse, queria ajudá-la. Enquanto isso sentia a pressão forte em seu peito, nem seu ferimento a incomodava, ela só conseguia sentir o arrependimento, a confusão. Olhava para os olhos daquela mulher e via a vida se esvaindo junto ao sangue de seu corpo. Não havia mais razão para lutar, o ceifeiro já levava uma nova alma para o desconhecido.

Já entrando em estado de choque, Daewa sentou-se no chão, arrastando-se até a pia para apoiar seu corpo completamente vacilante. Os olhos vidraram-se no corpo e no sangue da cristã e a explosão de sentimentos ocorreu no interior da menina, arrancando dela um sorriso distorcido que parecia mesclado a uma careta de loucura. A partir dali Longshadow ignorou sua mãe, seu cérebro e todo o trauma a obrigou a fazer isso. Para ela só havia o sentimento estranho de sobrevivência e o sangue, todo aquele sangue que corria e empoçava pelo chão desnivelado de madeira daquela cozinha.

Toda a tragédia só foi descoberta quando Pietro, o pai, voltou do trabalho. O homem ficou imóvel ao ver a cena. Deawa estava encolhida em um canto, em estado catatônico. Suas mãos manchadas pelo líquido rubro e viscoso tremiam descontroladamente, ainda que repousassem sobre o solo. Desnorteado, Pietro rapidamente foi buscar um cobertor para cobrir o corpo da filha, ela era que importava. Ele já fazia ideia do que tinha acontecido e caberia a ele proteger sua pequena.

Como se pode imaginar, não houve muita investigação. A história contada por Pietro foi que um homem havia invadido a casa, atacado sua mulher e filha. A faca do crime não foi encontrada, nem houve nenhum empenho para capturar o assassino. Em estado de choque, Daewa não falava uma palavra e isso foi bem conveniente... O tempo passou, trazendo todos os sintomas de estresse pós traumático e moldando com imensas falhas toda a personalidade da assassina, destroçando sua sanidade pouco a pouco.

Nos dias de hoje pai e filha ainda não falam sobre o assunto. Daewa parece ter esquecido, mas não pode esconder seus gritos desesperados na madrugada, quando acorda dos pesadelos mais terríveis. Sua única morada segura é a floresta, caçando. A casa parece ser assombrada, o espírito furioso de Kristy ronda o local, aparecendo para a menina com uma expressão de puro ódio. Tudo fruto de sua imaginação traumatizada que, sem nenhum tipo de apoio, só se afunda mais e mais na insanidade.
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Re: [FP] Daewa Longshadow

Mensagem por Marsh Vaden em Seg Dez 14, 2015 10:00 pm

Ficha Aceita
Olá, Daewna!

Sua ficha não poderia estar mais completa, dinâmica e que coloca todos os pontos nos i's. O fato de ter colocado todas as respostas para as consequências do desenvolvimento de sua personagem não pudera me deixar mais satisfeito com sua ficha, sendo uma das mais completas de que eu já li. Adoraria ver esse novo temperamento de Dawna nos jogos, principalmente de sua insanidade. Bem-vindo ao Distrito 8!
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