[FP] Ikora Alkaev Venj

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[FP] Ikora Alkaev Venj

Mensagem por Ikora Alkaev Venj em Qui Dez 31, 2015 7:01 pm

Ikora Alkaev Venj
Lost in the fog, these hollow hills; Blood running hot, night chills. Without your love I'll be so long and lost, are you missing me? Is it too late to come on home? Are all those bridges now old stone? Is it too late to come on home? Can the city forgive? I hear its sad song...
17 anos — 30/10
- idade -
Distrito 12
- grupo -
Caçadora
- emprego -
Camuflagem & Arcos/Bestas; Movimentos Rápidos, Reflexos, Psicológico
- habilidades -
nastya zhidkova
- avatar -
Extra
 ☍Possui a característica genética do albinismo.
☍ É do signo escorpião.
A garota dos olhos azuis como o céu, desde pequena, demonstrou uma personalidade quieta e introvertida. De poucas palavras, Ikora era quase inacessível para qualquer tipo de interação e, por isso, fora muitas vezes considerada rude e chata. Mas, assim como o cego aprimora sua audição, a garota aprimorou sua visão conforme "perdia" sua língua. Ela pode não falar muito, mas saiba que ela está a par de tudo; seus olhos, curiosos e detalhistas, não lhe permitem escapar nem o mais furtivo ato. Entretanto, o seu olhar analítico não é apens hábil nas descrições físicas; a garota sabe analisar personalidades, jeitos ou ainda perceber discrepâncias em histórias e conotar mentiras. Mas por baixo do véu de introversão que a cobre, Ikora é dona de opiniões fortes e únicas, a mente da albina parece trabalhar de forma completa e incessante, fazendo-a questionar e responder os próprios pensamentos, fazendo-a um tanto avoada e até sonhadora em alguns aspectos. Se tornou um tanto religiosa e crente também, talvez dado pela as condições que seu distrito se encontram e a religião fosse um meio de encontrar esperança – o que funcionou. É honesta e, de certa forma, leal, principalmente na hora de realizar promessas. Sabe ser convicente e falsa quando lhe é necessário, embora pouco goste de utilizar desta "habilidade". É extremamente decisiva, sabe escolher e na maioria das vezes, escolhe bem. Quando as pessoas conseguem – finalmente – alcançarem a "verdadeira" Ikora, se deparam com uma garota determinada, de palavras sábias, lealdade inestimável, com uma porção de planos e sonhos para seu futuro. Mas ainda sim, não é impossível perceber a forma cautelosa com que ela se aproxima e inicia conversas. Se nota também, uma menina um tanto quanto frágil e talvez, até emotiva. Vale acrescentar seu perfeccionismo exagerado e a dose de ambição que a faz correr atrás de seus objetivos, o que inclui vencer na vida.
Gostos / Sonhos
— Adora a noite, de forma geral. Animais noturnos, os astros, as estrelas.
— Seu aroma favorito é o de maçãs frescas.
— Sua cor favorita é um azul escuro, como a penumbra da noite.
— Adora si mesma, porque amor próprio é tudo.
— Sonha em "vencer" na vida, o que inclui uma condição financeira satisfatória, um conforto dentro de casa e uma boa família.
— Tem o sonho de visitar a Capital. Pelo que vê na televisão, eles parecem gostar de coisas exóticas como seu albinismo e tem certeza que seria adorada por lá. Entretanto, gostaria que essa visita não fosse por intermédio dos Jogos Vorazes.
Desgostos / Medos
— Odeia falsidade e teatrinhos.
— Odeia o cheiro de coelho assado.
— Não gosta da cor laranja.
— Não suporta a ideia de morrer sem lutar. Se for pra morrer, que seja corajosamente, seja esa luta contra uma doença ou uma pessoa.
— Tem medo de lagartos e lagartixas.
Quando Petra Alkaev, o tributo feminino do Distrito 12, foi atingida na cabeça por uma faca de arremesso e assim, morta, ninguém seria capaz de imaginar o que ela havia deixado para trás. Os capitalistas apenas continuaram a aproveitar os jogos, sem se preocupar com a jovem de dezesseis anos que, após um abuso por parte de seu pai, havia engravidado e tido uma filha. Apenas os irmãos de distrito de Petra foram capazes de sentir um mínimo de compaixão e preocupação com Ikora, que agora teria de viver com seu avô rígido e abusivo, em todos os aspectos. Quando sua mãe enterrada em um fundo de quintal, a filha da tributo possuía apenas um ano. Quando ocorreu o que devia ser um funeral, todos abraçavam e diziam palavras carregadas de esperança para a menininha que não entendia nada, mas seus olhos vidrados e inexpressivos fitavam apenas a cruz artesanal fincada na terra úmida. Ela era incapaz de entender aquela situação, mas mais tarde, Petra se tornaria sua fonte de inspiração. Talvez, não o tipo de fonte inspiradora naquela Panem, já que Petra morreu na Cornucópia.


Nos anos seguintes, Ikora fora criada dentro de uma ditadura proposta pelo avô, seu único parente vivo. Como uma criança que era, a menina vivia perguntando sobre sua mãe, pai, avó ou tios, mas o avô dava-lhe respostas rudes e inapropriadas para uma criança. Além do comportamento grosseiro de seu responsável, Ikora sofria também com a pobreza de seu distrito, o que incluía frio durante as noites, fome e higiene inadequada. Com seus dez anos, seu avô obrigou-a a começar a trabalhar. Ela fazia bicos como ajudante de vendedores, auxiliava na padaria, podava as flores dos moradores, realizava faxinas, cuidava de crianças. Era uma lista interminável de empregos que não geravam lucro nenhum, pelo ao menos não para a Ikora, já que seu avô sempre surrupiava seu dinheiro. Pra quê, ela nunca soube. Conforme os anos passavam, a criação da garota se tornava mais cruel e negligenciadora.


Foi aos seus treze anos que a garota foi vítima dos seus maiores pesadelos. Assim como o avô havia abusado de Petra, agora ele tentaria com Ikora. Era uma tarde, Ikora havia chegado exausta após uma faxina na casa do prefeito e foi direto para seu quarto para dormir. Alguns minutos depois, o velho homem entrou no quarto, Ikora estava adormecida, mas assim que sentiu a mão calejada do homem tocando-lhe as pernas e realizando carícias, a garota despertou. Seus olhos azuis foram tomados de medo, nojo e ódio. Ela tentou acertar um tapa no avô, mas ele era mais forte, agarrou-lhe os braços e subiu na cama, por cima da jovem. Ele colocou a mão na boca da garota, como se para impedi-la de gritar e ao mesmo tempo sufocá-la, enquanto Ikora se debatia, lágrimas escapando das orbes azuis da menina. Em um ato desesperado, a albina mordeu a mão de seu agressor, mordendo com tamanho força que abriu um corte na mão do homem, preenchendo sua boca com o líquido escarlate. O velho gritou, afastando-se da garota, dando-lhe um tapa no rosto. Um sorriso de escárnio escapou dos lábios da adolescente, que cuspiu um pouco de sangue no homem. Utilizou dos segundos seguintes para desvencilhar-se do homem, correndo para o cozinha, com o homem em seu encalço. Em seus lábios, o resto do sangue do agressor já começava a secar, suas pernas fraquejando enquanto corria até a o faqueiro. Puxou o primeiro cabo que viu e, graças a Deus, era uma faca de cortar carne. Ikora virou-se depressa, degolando vorazmente a garganta do homem, mais por acidente do que por habilidade. O homem caiu, enquanto apertava o próprio pescoço, o sangue jorrando pelo espaço de seus dedos. Ikora assistiu, com um misto de gosto e horror, observando o homem agonizar até que morreu, jazindo em uma poça de sangue enorme. Nos minutos seguintes, a menina relembrou do que a havia levado até aquela situação, para então evoluir a pensamentos como "Eu matei uma pessoa" e então, "Eles vão me matar agora". Ela precisava dar um jeito naquilo, se os Pacificadores soubessem de um assassinato dentro do distrito, provavelmente a açoitariam até a morte. Então, ela fez o que lhe parecia mais útil: lavou o próprio rosto e mãos, tirando todo o sangue do avô; vestiu uma outra roupa, mais limpa, foi até os armários e pegou uma, duas, três, quatro, cinco garrafas de cachaça que o velho guardava. Abriu as garrafas e foi espalhando o liquor por todos os cômodos, focando em materiais inflamáveis como tecidos e madeira, além de colocar no próprio avô. Pegou uma caixa de fósforo e, com um único palito, incendiou a própria casa. Era difícil, ver todas suas memórias ali – boas e ruins – que iriam ser nada mais que cinzas agora. Permaneceu um pouco dentro da casa, fazendo questão de aspirar um pouco da fumaça. Após alguns minutos, quando passou a sentir dores e tontura, escapou pela porta dos fundos aos berros.


Em poucos minutos vizinhos e pacificadores chegaram a casa, desesperados. As pessoas lhe perguntavam o que havia acontecido e ela informava, com a mesma expressão de medo, vítima: "Eu adormeci e... não sei, meu avô devia ter tentado preparar algo... não sei por que ele não me chamou... quando eu acordei, já estava tudo em chamas... eu acho que ele está morto!", então, desabava em um falso choro. Todos acreditavam na jovem, indo buscar rapidamente tecidos e água para confortá-la. Após algumas horas, o fogo foi apagado. Os pacificadores, pouco se importaram em investigar o que realmente havia acontecido, apenas recolhendo as cinzas do homem e jogando-as em um valão qualquer. O prefeito permitiu que a garota ficasse na mansão dele por alguns dias, mas logo era precisaria arrumar uma casa. Com seus treze anos e uma "reputação" enorme ali – filha de uma tributo, sobrevivente do incêndio -, foi fácil que alguns famílias se prontificassem em adotá-la. Era incrível como o Distrito 12 era: todos sofriam, passavam fome e necessidade, mas todos permaneciam igualmente altruístas e carinhosos. Uma família que era um pouco mais próxima da família Alkaev adotou-lhe, trazendo-a para casa. Os dias seguintes foram quase uma vida de luxo comparado a situação que vivia anteriormente: ela tinha sempre a coxa do frango, recebia porções maiores de comida, ganhava uma muda de roupas a mais que seus quatro "irmãos". A garota aproveitava, ingenuamente acreditando que aquele estilo de vida lhe seria permanente. O que ela não sabia, entretanto, é que aquilo terminaria rapidamente. Duas semanas depois da "vida luxuosa", os pais adotivos da menina arrumaram-lhe um emprego fixo e inscreveu-a na escola; ok, eles estavam dando seu melhor para a vida da menina. Mas quando seus privilégios foram cortados e os irmãos da menina começaram a praticar bullying e agressões verbais devido a aparência da menina. Ikora, forte e determinada como sempre, aguentou os xingamentos, mas sempre preferia ficar horas extras no trabalho ou na escola, assim, quando chegava em casa, todos já estavam dormindo e ela não era obrigada a aturá-los.


Aos quinze anos, a escola não possuía nada mais disponível para ensiná-la, deixando-a somente com o trabalho para ocupar seu tempo. Entretanto, ela não suportava ficar naquela casa, vendo eles cochicharem sobre ela e não poder fazer nada. Com isso, Ikora passou a frequentar a floresta. Era ilegal, sim, mas os pacificadores eram a) estúpidos b) não se importavam com o que acontecia ali, porque mesmo vendo a garota extremamente branca atravessando a cerca, eles não faziam nada além de desviar o olhar. A princípio, a floresta se tornou um hobbie, em que ela podia se sentir mais livre, deitar em um monte de folhas, avistar esquilos, comer frutas, beber da água de lagos. Mas conforme a garota crescia, passou a ver uma floresta como uma oportunidade: ela poderia caçar, vender a caça no Prego e, talvez ainda, alimentar-se do que sobrasse, além de ter um lucro excepcional. Então foi isso que ela fez: começou caçando com facas, então construiu um arco e projetou algumas flechas, até que ela havia se tornado uma exímia caçadora, de reflexos apurados e uma habilidade excepcional com arcos e uma certa habilidade com os punhos crescendo. Ela estava vivendo relativamente bem naquela Panem miserável, esquecendo-se apenas que a morte ainda podia selecioná-la para seu jogo.
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Re: [FP] Ikora Alkaev Venj

Mensagem por Adore Hurtz Pringsheim em Qua Jan 06, 2016 6:40 am

Ficha Aceita
Oie Ikora.

Não fui em que aceitei a ficha, mas como não postaram avaliação, cá estou <3 Amei a escrita, amei a história, amei tudo.

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