Tour do vencedor e entrevista!

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Tour do vencedor e entrevista!

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Seg Jan 18, 2016 1:37 am

Tour
Palmas para a vencedora: Elleanorah Campbell! - Tecquila levanta de sua cadeira luxuosa e aplaude - escandalosamente - a vencedora. O público vai à loucura quando Elleanorah surge em seu vestido, sua presença era intimidadora; todos os carreiristas vencedores causavam medo no público. - Sente-se, Elle! - Diz Tecquila enquanto estende sua mão para Elleanorah. A garota senta na cadeira de ouro, havia um suporte embaixo que deixava o objeto mais alto, em uma posição privilegiada. - Muito bem. - Inicia Tecquila com um sorriso exagerado estampado no rosto, seu olhar encara a câmera e a entrevistadora explana escandalosamente: - UMA VENCEDORA SEM ALIADOS... É ISSO MESMO? - Seu olhar torna-se ainda mais animado. - Elleanorah venceu os jogos sem ferimento algum! De acordo com os Idealizadores, a garota é a última que escapa ilesa desde Bianca Cantarero, do distrito 12. - Tecquila desvia o olhar para Elleanorah. - Como você se sente em relação à isso? - Pausa para a vencedora responder, todos suspiram.

- PRECISO PERGUNTAR: VOCÊ É LÉSBICA? - A animação no rosto da entrevistadora é visível. - Muito bom... Cadê as perguntas? - A louca do cabelo azul mexe em seus bolsos e deita o corpo na cadeira em uma tentativa de afundar a mão nos bolsos. - Achei... vamos ver... mesmas perguntas de sempre... Como você se sente sendo a vencedora dos Jogos? É algo que sempre esperou? - O público local vibrava quando Elleanorah respondia alguma pergunta, chegava a ser ridículo. - Ela é linda, não é mesmo? - Diz Tecquila lançando um olhar animado à platéia. - Há algo que você deseja dizer? Não exagere, guarde o discurso para o tour. - Elleanorah responde e todos aplaudem. - ÓTIMO, AGORA VAMOS PARA A MELHOR PARTE: A RECORDAÇÃO DA ARENA! - As luzes apagam e um telão surge atrás das duas. A imagem da Cornucópia e os 24 tributos nas plataformas é a primeira coisa a aparecer. Nos minutos seguintes há um registro detalhado de cada morte; a imagem do vencedor está o tempo todo no canto da tela. Quando algo importante acontecia, a imagem de Elleanorah aparecia para o público ver a reação da garota. Quando a filmagem finalmente acaba, Tecquila se levanta. - PALMAS PARA A VENCEDORA DA CENTÉSIMA TRIGÉSIMA QUINTA EDIÇÃO DOS JOGOS VORAZES: ELLEANORAH CAMPBELL, DO DISTRITO 2! - Diz enquanto segura uma das mãos da garota. O público acompanha Tecquila e também se levanta. A entrevista estava prestes a acabar quando outra imagem surge no telão: o Distrito 1.

Uma fila de dez pacificadores marcham em direção às residências de alto nível, os moradores não ousam perguntar o que estava acontecendo. Os homens pareciam saber exatamente para onde estavam indo. Depois de alguns minutos todos param em frente à uma casa, parecia vazia: era a antiga residência de Alexei. Os pacificadores arrombam a porta sem falar nada, a câmera registra tudo com clareza. O mais alto dos homens entra primeiro e agarra os braços de uma idosa, sua mão possuía um curativo no dedo indicador. Sem misericórdia, o pacificador tira uma faca do bolso e corta o pescoço da senhora, o sangue banha suas vestes brancas e o corpo tomba para o lado, convulsionando. Um outro pacificador decepa a cabeça da mulher e sai da casa, seguido pelos outros nove. Todos marcham novamente em fila, ignorando os olhares horrorizados lançados em direção à cabeça sangrenta. Quando chegam à praça, um pacificador aleatório apanha um estaca e pendura a cabeça no topo, ele se vira para a câmera e diz, roboticamente. - Isso é o que acontece quando desafiam a capital.

As imagens somem do telão e as luzes são apagadas, interrompendo a transmissão.

•••

Moradores do Distrito X... Recebam sua vencedora: Elleanorah Campbell! - Diz o mesmo capitalista que anunciara a colheita. Há vários pacificadores acompanhando a vencedora, estavam prontos para deter qualquer indivíduo que apresentasse algum sinal de rebeldia. A família dos Tributos - mortos - do distrito estão em cima de um palco, um pouco atrás do público. Elleanorah consegue encarar os familiares dos mortos com facilidade, já que os dois palcos possuem a mesma altura.

Instruções:
- Só é possível postar após Elleanorah postar, ela vai fazer um discurso e vocês narram o que quiserem.

- Há um prêmio de 500 tésseras para todos que postarem aqui. Se o post ficar muito desfalcado o prêmio diminui.

- Membros sem ficha não podem postar. Capitalistas podem postar, estarão assistindo pela televisão.

- Dúvidas: MP para Arthur ou Terese.

Créditos à JVBR




No matter how many deaths that I die, I will never forget. No matter how many lives that I live, I will never regret. There is a fire inside of this heart, and a riot about to explode into flames.

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Re: Tour do vencedor e entrevista!

Mensagem por Elleanorah L. Campbell em Qua Jan 20, 2016 9:33 pm

Saúdem a campeã!


ROUPAS

ENTREVISTA | TURNÊ


Respira, respira. Você conseguiu ele, está fora da arena, venceu, tudo está no seu devido lugar, não tem um arranhão, um hematoma, a maior perda deve ter sido com toda certeza alguns centímetros de cabelo, mas isso depois de tudo terminar, eram duas longas tranças na arena, agora é um corte que toca nos ombros, foi sua libertação, dizer adeus aos cabelos que você só prometeu cortar depois que toda aquela loucura acabasse, a promessa feita quando era uma criança, lembra? Está tudo feito, findado.

Pisquei algumas vezes a frente do espelho, a estilista bateu as palmas e sorriu ao me ver. — Perfeito, vamos encarar a Tecquila mais uma vez. — Comentei animada com aquilo. Eu seria hipócrita em dizer que não estava curtindo, pelo contrário, minha nossa esse era o MEU momento, eu tinha chegado ali por meu esforço, algumas pessoas iam me odiar, mas que odiassem, o sucesso não vem construído apenas com sorrisos e abraços. Ouvi a apresentadora chamar por meu nome, era a minha hora.

Encarar Panem sozinha era diferente de encarar com mais vinte e três possíveis vencedores, era um pouco assustador, mas também agora meu status era outro, eu era uma campeã. Caminhei pelo palco e acenei para o público que possivelmente já iria a loucura. Me sentei na cadeira ao lado da apresentadora, já pronta para a chuva de perguntas. A cadeira me deixa um pouco mais alta, toda aquela sensação de ser o topo do pedestal. Ao ouvir a primeira pergunta da escandalosa apresentadora eu já abro um sorriso. — Sim, era só eu e meus anos de treinamento naquela arena. — Falei me virando para câmera e depois para Tecquila.

O que eu tinha feito não era algo natural, era um feito, uma conquista minha e Tecquila fez o favor de lembrar o quão inédito aquilo era, sair da arena sem nenhum ferimento, tendo lutado com pessoas e ainda sendo uma carreirista que geralmente é alvo dos outros. — Eu me sinto satisfeita, minha meta era voltar viva e cá estou hoje, passei anos me preparando para isso, seria hipócrita de minha parte dizer que dei sorte, não foi sorte não Tecquila, o nome disso é preparo. — Completei abrindo um grande sorriso, era como se dissesse a toda Panem que o fato de eu ter treinado desde criança tivesse me ajudado ali, de fato tinha mesmo, não estava mentindo.

A pergunta que metade de Panem queria me fazer e não tinham feito ainda a moça a minha frente fez. Caí na gargalhada quase junto com ela que estava super animada. — Não, eu não sou lésbica. — Falei me sentado na cadeira de forma mais confortável mais ainda elegante. — Sim, eu beijei uma moça na final, rolou até uma apalpada no seio ali, mas eu não sou lésbica, posso dizer que sinto sim atração por mulheres, mas também por homens, então basicamente eu sou bissexual. — Enquanto a moça procurava pelas perguntas dentro de seu bolso eu olhei pra câmera e dei uma piscada, voltei a olhá-la quando percebi que ela já tinha achado as perguntas.

— Como eu havia dito, Tecquie, eu me preparei para isso, creio que preparo nunca é demais sabe. — Ponderei com a cabeça lembrado do meu exigente pai que eu não tinha visto ainda mas estava com saudades. — Me senti realizada, não era o meu grande sonho ser campeã dos jogos, mas veio até mim essa possibilidade dada por vocês da Capital, provei a todos de Panem que se você persiste pode conseguir, me dediquei a algo e fui bem sucedida. — Completei minhas palavras, tinha que ter cuidado com elas já que em muito breve eu faria o tour e não queria ser apedrejada em distrito nenhum.

Os moradores da capital são uns amores quando você é o campeão dos jogos, a bola da vez, meu pai me ensinou a agarrar as oportunidades que a vida nos da, naquele momento eu era amada, então eu aproveitaria isso. — Eu tenho um discurso pronto para o tour, diferente para cada distrito, mas vamos lá. — Me endireitei na cadeira e me virei para câmera. — Eu quero mandar um vá se foder para todos os caras que se acham melhores que nós garotas, que nos acham mais fracas, mais frágeis, vi damas incríveis naquela arena, como sei que tem ótimas na capital e por toda Panem, quero dizer a vocês garotas que me assistem hoje, independente de onde você esteja ou quem seja, se você quer algo, persista e faça acontecer, só depende de você. — Girei o corpo para Tecquila e pisquei para ela. — É isso. — Sorri.

As imagens dos jogos passam no telão, eu fico atenta para ver aquilo que eu tinha perdido enquanto lutava para sobreviver, uma das imagens que passa sou eu abraçada ao machado e babando enquanto durmo. — Em minha defesa ... Ta, não tem defesa. — Comentei arrancando risos da plateia e da apresentadora. As imagens se acabam e Tecquila pega minha mão a erguendo, em seguida nós nos levantamos também. Eu estava pronta para ir embora, para findar aquela entrevista e embarcar em outra coisa muito mais louca o tour, foi quando uma imagem estranha apareceu no telão, ao lado a insígnia do distrito mostrava o óbvio, era o distrito 1.

Todos nós olhávamos atentos os pacificadores marchando rumo a uma casa, eu como a maioria estava sem entender aquilo, então não pisquei um só segundo. A porta foi arrombada e a senhora de idade parecia um pouco assustada, a câmera se moveu um pouco e eu pude ver os porta retratos, era a casa de Alexei. Desviei o olhar quando o pacificador separou a cabeça do corpo, senti o meu mesmo estremecer um pouco. Respirei fundo quando a transmissão foi interrompida, era hora de sair dali.

+++++

Primeira parada, distrito 1. Começar o tour não era nada fácil, nunca era mesmo. Eu ainda olhava para fora do prédio quando Invctus passou por mim. — Posso ir? — Ele acenou com a cabeça e eu passei pelas potras assim que tive meu nome anunciado, me posicionei perto do microfone, praça cheia, pelo menos depois dali era uma parada rápida para casa. Segurei o microfone e olhei para as pessoas e principalmente para as famílias de Alexei e Hayley. — Olá, bom galera eu vou ser rápida pois possivelmente a maioria de vocês não deve estar querendo estar aqui tanto quanto eu, então vamos lá. — Pigarei longe do microfone e tomei um fôlego. — Eu não conheci muito bem a Hayley, mas eu tive medo dela, de enfrentá-la, engraçado, com certeza teria sido uma boa luta, já o Alexei ... — Olhei pro telão que mostrava a foto dele, quer saber? Bora chutar o balde, MESMO. — Esse daí foi um grande filho da puta, primeiro ele me tirou a única pessoa que talvez eu me aliasse, o Widdly, que Satanás tenha aquele miserável, depois foi fazer merda contra a Capital, mas isso aí já nem vou comentar e depois pra findar, ele ainda queria me atiçar para uma luta covarde de dois contra um com a Rhaenna, vocês vão me odiar mais um pouco mas ... — Fiz uma pausa. — Se o bestante não tivesse matado ele, eu o mataria e digo mais, que Satanás o tenha, beijos. — Fiz uma reverência com sorriso irônico no rosto e deu as costas, os pacificadores atrás de mim fizeram quase uma parede de proteção quando eu entrava dentro do edifício novamente.

— Elle, Elle, Elle... — Eu acompanhava o coro de vozes fora do edifício de justiça e abria um sorriso de canto a canto com aquilo. Transpus as portas e ouvia gritos e palmas vindo da população do meu distrito logo após ter meu nome anunciado. Passei o braço sobre o ombro do capitalista e me aproximei do microfone. — Quando esse ser aqui chamou meu nome eu não achei que voltaria par vocês, meus amores. — Sorri abertamente soltando o cara, segurei o microfone e vi o único palco, já que o outro estava vazio, não havia necessidade pois eu estava viva. — ENTÃO ... Gente que loucura né? Vamos anotar para o D2 mais um feito inédito que é sair ilesa daquela poha de arena. — Muitas pessoas riram e a alegria de estar em casa era contagiante, jesus como eu amava meu povão do D2. — Pois bem, vamos lá pois isso não é só festa né monamu, WIDDLY! Ah! Widdlyzinho meu amor. — Sorri de canto apontando para o palco onde a família dele estava, eu queria ter dito umas poucas e boas para aquele miserável na arena, não a ponto de matá-lo. — Você se aliou a pessoa errada, é o que posso te dizer agora, pena que você não vai me ouvir né querido? Me largou lá viu gente, sozinha, foi se aliar ao cara do distrito 1, traída pelo seu próprio parceiro, na minha opinião chegou até longe se aliando a ralé. — Gargalhei e algumas pessoas fizeram o mesmo, senti o toque de Invictus o meu ombro e me endireitei, deveria terminar com aquilo. — Bom gente ... Eu quero dizer a todos vocês que eu vou voltar, sobrevivi por vocês e com meus amores do distrito dois ficarei, até o fim da minha turnê galera! — Mandei alguns beijos e depois me afastei, era hora de partir de novo.

A minha animação foi acabando ao chegar o distrito três, eu tinha prometido a mim mesma que ia falar alguma coisa legal para Rhaenna. Respirei fundo ao ter meu nome chamado, as portas se abriram e eu caminhei séria até o microfone, agradeci baixo ao morador da capital ali presente e olhei para o povo. Eu não tinha sentido aquela culpa no distrito 1 ou no meu distrito, mas agora sim a culpa pesava, eu tinha matado Rhaenna na final, mesmo ela pedindo aquilo. Olhei para os familiares dos dois tributos. — Alguns de vocês possivelmente devem me odiar, assim como odiar estar aqui, mas tudo bem. — Respirei fundo olhando para Invictus que não estava tão longe de mim assim. Ergui e abaixei os ombros, tinham escrito um discurso para mim, mas eu iria ignorá-lo ali mesmo, foda-se. — Não conheci Andrew, mas ele deve ter sido um bom garoto. — Olhei para a família dele por alguns instantes e depois voltei meu olhar para onde estava a família de Rhaensa, fiquei alguns segundos ali olhando para aquele telão e putz, não adiantava, a vontade de chorar era sempre a mesma, até mesmo senti meus olhos queimarem e tive que limpar uma lágrima que pretendia cair por meu rosto. — Rhae foi uma grande lutadora, ela ... Ela não desistiu, não se abateu e fez jus a sua vida e a seu povo, peço que hoje, tanto para ela quanto para Andrew, que eles sejam lembrados pelos jovens persistentes e guerreiros que foram, que onde eles estejam agora seja um lugar de descanso e felicidades, que faça jus as vidas que levaram e a luta que tiveram, obrigado. — Completei me afastando e passando pelas portas do edifício de justiça.

Mais um novo distrito, dessa vez o quatro. Eu estava impaciente e andando para um lado a outro, Invictus me estendeu um discurso, era padrão para todos os distritos, como se daquela vez me obrigasse a falar o que estava ali, o peguei ao ouvir meu nome ser chamado. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito quatro por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Makenna e Aaron, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

A minha viagem estava chegando a metade, dessa vez distrito cinco. Eu estava impaciente e andando para um lado a outro, Invictus não parecia nada melhor do que eu, eu passava pela minha cabeça o discurso a ser dito na frente de tantas pessoas, o mesmo do distrito anterior. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito cinco por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Raymound e Amëlie, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Enfim o distrito seis, minha cabeça já estava doendo de ficar tanto tempo dentro do trem, eu já murmurava baixo as palavras do discurso padrão que eu não gostava de fugir,evitava que eu falasse algumas bobagens, mas tudo bem. Dessa vez era o distrito de um dos meus alvos, não menos pior. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito seis por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Gwyn e Josh, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, aos pais de Gwyn aos minhas mais sinceras desculpas por ter matado sua filha, mas eu só queria sobreviver é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Invictus já vinha com o discurso para me entregar, ele sempre fazia isso quando já estávamos nos distrito, mas depois de alguns deles eu estendi a mão o recusando. — Esse é especial, o da garota do machado. — Ele me olhou com a sobrancelha arqueada, eu tinha algumas palavras prontas para dizer a Dimka do distrito 7. As portas se abriam e eu passei, por minha afinidade com o machado talvez aquele fosse um lugar onde eu mais me sentiria bem longe de casa. Segurei o microfone e olhei para os dois palcos das famílias, um de cada vez. — Olá a todos, é incrível como eu não me senti desconfortável aqui como em outros distritos, acho que devo isso a Dimka. — Olhei para o palco onde a família da garota estava e abri um sorriso, eu nem tinha sido íntima dela. — Nós nem trocamos algumas palavras, mas eu sou mais de observar de primeira eu jurava que teria que entrar em uma briga direta com ela ou com o Zachary por um machado, que era com o que eu lutei, mas não, eu admirava o jeito que ela tinha manejo com o machado, eu vi nos treinos e fiquei um pouco assustada, queria ter me aliado a ela, não tive tempo. — Fiz uma pausa olhando para baixo um pouco, eram vários jovens que poderiam ter sido meus amigos se o destino não tivesse nos unido daquela forma. — Dimka cara, onde você esteja agora, espero que esteja bem, você, Rhaenna, todo mundo, vocês merecem, obrigado! — Sorri de canto antes de me afastar e entrar no edifício de justiça.

Se alguém falasse que ficava melhor com o passar dos distritos estaria mentindo, cheguei ao distrito oito com um humor do cão, mas ainda apegada ao meu discurso padrão, já que eu não tinha muito o que falar sobre os tributos dali, seguir as regras me pareceu bem melhor do que subjulga-las e ficar na pior.Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito oito por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Gwen e Krayt, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, queria me desculpar com os pais de Gwen por ter matado sua filha, sei que nada o que eu disser vai reparar isso, mas eu não queria morrer naquela arena, seria ela ou eu, é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Tentava me convencer que o final estava próximo e que eu poderia curtir a vida na capital em breve, mas não era fácil, por mim nem sairia de onde estava, mas Invictus me garantiu que com o findar as coisas ficariam um pouco melhores, assim eu esperava mesmo ao chegar ao distrito nove. O número de vitimas que eu tinha feito ainda era alto e eu tinha que me desculpar, ou pelo menos tentar. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito nove por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Ramona e Jensen, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, aos pais de Jensen aos minhas mais sinceras desculpas por ter matado seu filho, mas eu só queria sobreviver, e aos pais de Ramonna sintam orgulho ela foi uma das mais pikas que eu vi na arena, é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Não sei se o intuito de Arthur era me punir pelas vinte e três mortes da capital ou pela cinco em particular em que eu tinha me envolvido, mas cheguei ao distrito dez com o corpo doendo e um pouco de dor de cabeça, pelo menos eu não tinha desculpas particulares para pedir ali, coletivas com toda certeza. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito dez por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Sylvane e Alex, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Penúltimo distrito e tudo que Invictus sabia dizer é que estava acabando, só tinha aquele e o doze, depois eu poderia voltar para casa, calma Elle, só mais o onze e o doze, eu tendia a repetir para mim mesma, não melhorava muita coisa, agora eu começava a me conflitar se aquela era a parte boa sobre os jogos. Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito onze por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Michael e Ruby, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, aos pais de Ruby ... Ela foi uma das jovens mais fodas que eu tive o prazer de conviver dentro daquela arena, pena não termos nos encontrado na final, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

Chegamos ao último distrito e Invictus parecia tão cansado quanto eu, ponderei com a cabeça me convencendo de que depois daquilo uma parcela de liberdade ser entregue a mim e eu poderia beber tranquila na capital, que só cinco das vinte e três mortes eram minha culpa, aliás, dezoito jovens não tinham seus sangues em minhas mãos Atravessei as portas do edifício de justiça e fui praticamente fuzilada com um mar de olhares, ficar se vangloriando por Panem por matar pessoas, era mais ou menos isso que eu estava fazendo por ali. Me aproximei do microfone e desdobrei o papel dado pelo meu antigo mentor e agora colega de trabalho praticamente. Olhei para os telões com as fotos dos tributos e depois pigarrei. — Boa tarde, quero saudar vocês do distrito doze por me receberem em sua morada depois dos Jogos. Estou feliz por ter sobrevivido as testes da Capital e prosperado entre vinte e quatro jovens. Mas esse momento não é apenas para isso, venho pessoalmente aqui para prestar as minhas condolências as famílias que perderam seus entes queridos, tenham sido eles por minhas mãos ou não. Caminhamos cada vez para o progresso, Lara e Harvey, independente de onde estejam agora, que descansem em paz e obrigado pelo que fizeram em vida, aos pais de Harvey aos minhas mais sinceras desculpas por ter matado seu filho, mas eu só queria sobreviver é só, obrigado a todos. — Pude ouvir alguns gritos talvez indignados, mas eu nada poderia fazer naquele momento, os pacificadores me ajudaram e eu voltei para dentro do edifício.

A sensação quando eu passei daquelas portas foi uma das mais amedrontadoras, a estranha sensação de estar livre e presa ao mesmo tempo. Meus joelhos tocaram o chão e logo fui cercada por Invictus que tocou o meu ombro e perguntou se eu estava bem. — Preciso voltar para casa por uns dias, só isso. — Ele me ajudou a levantar e me indicou a direção, de acordo com ele as coisas ficavam mais suportáveis depois de um tempo, talvez ficassem mesmo.
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Re: Tour do vencedor e entrevista!

Mensagem por Ikora Alkaev Venj em Sab Jan 23, 2016 6:59 pm

i found the devil

i'm coming down

Então era isso: os Jogos Vorazes haviam se encerrado; pelo ao menos, a centésima trigésima quinta edição havia chegado ao seu fim, mas quantas ainda estavam por vir? Quando os trompetes soaram e Elleanorah, a carreirista do Distrito 2, foi coroada como vencedora, a vontade de Ikora era socar a única televisão que possuía. Mais uma vez, uma cadelinha da Capital havia obtido sucesso e muito mais que isso, garantiu comida à vontade a seu rico distrito enquanto nós tínhamos de lamentar a morte dos tributos e lutar pelo último pedaço de frango. É, bem-vindo a Panem. Nos dias seguintes pós-Jogos Vorazes, Ikora viveu seus dias como viveria os dias mais comuns de sua vida. Podiam até chamá-la de cruel, mas ela simplesmente não conseguia sentir nada pelas mortes de Lara ou Harvey, exceto repugnância e decepção. Ela nunca havia visto ambos os tributos mortos em seu Distrito, não havia construído laços algum, o quê ela deveria fazer? Os pêsames dela – seja lá o que fosse – ela já havia dado aos pais dos dois e embora soubesse que não era suficiente, foi a única coisa capaz de dizer. Tinha certeza que se continuasse olhando para suas expressões moribundas acabaria por xingá-los.

Ikora também não fez questão de assistir a Elleanorah em sua entrevista; tinha certeza que aquilo apenas traria-lhe mais ódio da vitoriosa. Quem Ikora desejava ter ganho? Pra dizer a verdade, qualquer um, desde que não fosse carreirista ou tivesse atacado seu parceiro de distrito, como aquele pirralho do Distrito 8 fizera. Vencer os Jogos... qual deveria ser a sensação? Alegria, claro. Você conseguiu sobreviver em meio a vinte e três tributos! Culpa, sem dúvida. Tendo o sangue de alguém ou não em suas mãos, não importava, todos morreram e você foi o vitorioso no final. Pelo ao menos, a albina sentiria culpa. Tristeza? Dificilmente. Orgulho? Obviamente. É, só estando lá para saber qual a sensação. Se um dia encontrasse aquela entrevistadora estúpida da Capital, lhe sugeriria fazer essa pergunta.

Quando sua mãe acordou-a aos gritos naquela manhã, Ikora se perguntou o que havia feito daquela vez. Mas não, não era o que ela havia feito, mas sim o que ela não feito. — Mas que... — balbuciou, ainda sonolenta. — Ande, garota! Logo a vitoriosa Elleanorah estará aí e nós precisamos vê-la! — exclamava, enquanto escolhia sabiamente as roupas mais lindas e bonitas para Ikora e seus quatro irmãos. A jovem não acreditava nas palavras da mãe adotiva. Ver aquela piranha? Era a última coisa que ela desejava fazer; na verdade, não tinha nem motivo. Elleanorah tinha matado Harvey, iriam lá para celebrá-la? Em um suspiro irritado que prolongou-se por alguns segundos, Ikora se ergueu da cama. Tomou um banho rápido, para não dispersar a água da caixa – que já devia estar acabando, de qualquer forma – e colocou o vestido simples com estampas abstratas de flores. Ela havia ganhado aquele vestido quando possuía catorze anos, mas mesmo agora aos seus dezesseis anos de idade, a vestimenta ainda lhe cabia perfeitamente. Olhou para a mãe, como se pedisse uma aprovação. — É, está bom. Você nunca foi vaidosa mesmo. — falou, enquanto colocava o mesmo brinco de sempre, já preto de tão sujo. A albina revirou os olhos, irritada e saiu da casa junto de seus irmãos.

O Edifício da Justiça não ficava muito longe da periferia, de forma que a família chegou lá rapidamente. As famílias de Lara e Harvey já estavam em seus postos, grandes palcos atrás do público, em uma altura precisa para que as famílias pudessem olhar Elleanorah com seus olhos fundos de tristeza e expressões abandonadas. Uma pequena quantidade de pessoas se formava já em frente ao mesmo palco que, semanas antes, haviam levado Lara e Harvey para a morte. Enquanto seus irmãos e a mãe se dispuseram o mais próximo possível do palco, como se para chamar atenção, Ikora preferiu ficar nos fundos. A verdade é que ela queria sair correndo daquele lugar, mas por vezes sua mãe a dava olhadelas bruscas, como se achasse que fosse pegá-la no flagra; de quê, ela não sabia. Não demora muito para que a mesma representante da Capital que esteve na a cerimônia da Colheita apareça e com a mesma voz irritante também, anuncie a chegada da mais recente vitoriosa. Uma quantidade impressionante e até incomum para o Distrito 12 acompanha a garota de cabelos castanhos, com suas vestes chiquérrimas. Ela se aproxima do microfone e está claro que está insegura, afinal, ela matou Harvey. Ikora sorri com escárnio, o que é que ela vai dizer? Qualquer coisa que saia daquela boca suja não irá recuperar a reputação que ela possui agora com o distrito da mineração.

E então ela desdobra um papel e naquele momento, Ikora quer ir até lá e bater nela, xingá-la e quem sabe até matá-la. Mesmo? Um papel? Nem teve o trabalho de decorar para parecer mais real? As palavras que escapam da boca da vitoriosa soa como merda para Ikora, que revira os olhos e faz caretas a cada cinco palavras da moçoila. Quando ela termina de falar e retorna ao Edifício da Justiça, Ikora solta uma gargalhada. Então foi isso? Aquele discurso meia-boca e então "vamos voltar pro meu monte de dinheiro"? Cadê pelo ao menos o falso sentimentalismo? Quando os irmãos de Ikora e sua mãe voltam à ela, claramente decepcionados por não terem recebido nenhuma atenção de Elleanorah, ela olha para a mãe, um sorriso irônico no canto de sua boca. — Se divertiu, mamãe? Agora podemos voltar para casa? — arrisca o deboche, mas a mãe não ousa também falar nada, sabe que está errada. Ikora então cruza os braços, retornando para casa. Tomara que seu trem exploda, filha da puta, deseja em seu íntimo para a recém-vitoriosa.

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Re: Tour do vencedor e entrevista!

Mensagem por Nijord A. Gottschalk em Ter Fev 02, 2016 5:03 pm

Elleanorah Campbell. Esse era o nome da vitoriosa da centésima trigésima quinta edição dos Jogos Vorazes, que alcançou o pódio da vitória com exatas cinco vítimas. Quando os trompetes soaram e Rhaenna, a tributo do Distrito Três, caiu morta no metal frio da Cornucópia, Nijord, a nossa protagonista do Distrito Cinco, soube apenas abrir sua boca em surpresa. Ou talvez, nem tanta surpresa assim, mas terror. A origem do Distrito Dois provavelmente garantira muita vantagem à Campbell, assim como ocorrera tantos anos antes, quando os carreiristas alcançaram a vitória devido ao favoritismo da Capital. A Gottschalk não entendia: se todos eram uma nação, uma equipe, por assim dizer, por que alguns mereciam mais que os outros?

Ela não assistiu à entrevista de Elleanorah, porque ao invés de estar glorificando-a, como muitos capitalistas deviam estar fazendo, Nijord estava, na verdade, chorando enquanto os corpos de Amëlie e Raymound, ambos tributos do Distrito Cinco, eram enterrados. Eles haviam sido mortos na Cornucópia e embora as lágrimas da loura escapassem sem medo de suas orbes azuis, ela não podia deixar de sentir um pouco de frustração pela estupidez dos dois; haviam tentado participar do Banho de Sangue e olhe no que deu. Eles estavam suspostos a serem espertos! Mas no fim, era os Jogos Vorazes. Não se tratava de ser esperto ou não, mas sim de saber a hora de matar. Um calafrio percorreu seu corpo no momento que obteve aquele pensamento, enquanto se afastava dos túmulos dos ex-tributos, abraçada aos fortes braços do pai. Nos dias seguintes, em um ato de puro altruísmo, Nijord ajudou os pais dos tributos mortos em suas atividades rotineiras, enquanto eles apenas se encolhiam nos sofás e choravam.

[...]

Porém, cinco dias após a entrevista da vitoriosa, a loura do Distrito Cinco se viu obrigada a encarar um outro evento: o Tour da Vitoriosa. — Eu preciso mesmo ir, mãe? — perguntou Nijord, com um tom de voz que parecia implorar por misericórdia. — Oh, minha filha. Não é grande coisa, você sabe disso. Ela só vai falar algumas coisas idiotas e depois voltamos para casa, sim? Você sabe, já são dezesseis anos fazendo isso, não vai ser agora que vai machucar. — a mãe da loura respondeu-lhe, soltando um risinho ao final de suas palavras. Nijord suspirou e olhou-se no grande espelho na porta de seu armário. Estava cansada, suas costas estavam curvadas, os ossos da clavícula expostos como nunca estiveram antes; os olhos pareciam carregados demais com uma maquiagem roxa ao seu redor, mas eram só as olheiras. Quando ela começou a assumir aquele estado? Desde quando seus cabelos louros não pareciam assim tão dourados? Chateada com a própria aparência, a jovem pegou um vestido simples, era um azul bebê, o tecido era suave e esvoaçante, não havia quaisquer outros detalhes. Vestiu a roupa, pegou alguns cosméticos como cremes e um pouco de maquiagem, distribuindo de forma econômica e disforme os produtos, afinal, ainda que seus pais pudessem comprar aquele tipo de produto, ela não deveria se dar o luxo de usar em abudância ou até disperdiçar. Tentou disfarçar a aparência tristonha, mas sabia que aquilo era muito mais além de seu exterior, se tratava da forma com que se sentia no âmago.

Enfim, após estar devidamente pronta, assim como seus pais, que não pareceram se preocupar tanto com a forma com que se vestiam também, a família de três saíram de sua casa localizada na área mais nobre do Distrito. Não demorou muito para que chegassem ao Edifício da Justiça, afinal, o Distrito em si não era muito grande e boa parte de sua área era ocupada por usinas e laboratórios. Aparentemente, os Gottschalk estavam atrasados, uma vez que o local já estava cheio de pessoas. Eles se aproximaram, mas não muito, preferiam ficar mais aos fundos, longe dos pacificadores que cercavam toda a área. Nijord deu uma boa olhada à sua volta, como sua mãe havia dito, estava acostumada a estar naquele lugar e principalmente naquele evento, mas havia algo diferente, fosse pela empatia com que a jovem construíra com os pais dos tributos mortos ou simplesmente porque ela não gostava da ideia de ter Elleanorah como a vencedora daquela edição. Olhou para as famílias que se encolhiam em palcos grandes que foram estabilizados bem na direção do palco principal, para que Elleanorah pudesse olhar nos olhares moribundos das famílias de luto.

Ligeiramente, a representante da Capital aproxima-se do microfone, o mesmo microfone que semanas antes anunciara os nomes de Raymound e Amëlie, mas agora não era para anunciar os tributos, mas sim a vencedora, Elleanorah Campbell. A morena sai de dentro do Edifício da Justiça, cercada de pacificadores, o que Nijord julga completamente desnecessário; o que ela está achando? Que todos são selvagens como ela, que matam e se divertem com isso? Ela desdobra o papel em suas mãos e, incapaz de olhar diretamente para nós, lê o que está escrito. Não há muito o que falar, mas o pouco que ela fala soa como algo falso.  Ao menos, ela soube parecer sentimental ao prestar suas condolências as famílias dos tributos mortos, mas, Nijord e todos ali presente sabem que na noite daquele dia, ela não se lembrará do que disse e nem irá se importar. Quando as famílias descem de seus palcos e Elleanorah abandona o Distrito Cinco, Nijord promete a si mesma que, se ganhar os Jogos Vorazes, irá fazer um discurso melhor; um discurso digno de uma vitoriosa.

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