Loja de Joias

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Loja de Joias

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Sex Abr 10, 2015 7:55 pm

Loja de Joias
Lugar mais luxuoso do Distrito, é guardado por incontáveis Pacificadores e câmeras de segurança. Atrás da loja há uma oficina onde são feitas as joias, os operários são simples moradores do Distrito 1.
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Re: Loja de Joias

Mensagem por Topaz Ross em Sex Maio 01, 2015 2:25 am


WORK
Hipnotizada pelo ruído constante da lixa industrial posicionada à minha frente, minha mente voa longe e assim me perco em meus pensamentos enquanto mantenho minhas mãos ocupadas realizando os mesmos movimentos repetitivos e mecânicos. Não sei dizer ao certo há quanto tempo estou debruçada sobre esta mesa, mas ao olhar para o pequeno balde que repousa ao meu lado e me surpreender vendo que apenas um par de diamantes repousam ao fundo do recipiente, me dou conta de que um bom tempo já se passou desde que eu comecei a lapidar os cristais. Apanho o penúltimo diamante e começo a friccioná-lo contra a lixa que gira em velocidade suficiente para arrancar os dedos de quem ousar fazer este tipo de trabalho sem as devida proteção. Se meu pai descobre que eu ainda teimo em fazer esta parte perigosa do trabalho, ele mesmo arrancaria meus dedos, ainda que eu tenha certeza que um sorriso meigo seria o suficiente para acalmá-lo.

Esforço-me para manter a concentração enquanto pressiono o diamante contra a lixa em diferentes ângulos, moldando-o lentamente até que ele assuma a forma esperada. No começo era difícil acertar a mão e eu até perdi algumas pedras no processo, mas depois de treinar um pouco eu já posso dizer que à esta altura eu já possuo a prática necessária para fazer um trabalho descente. Assim que termino, jogo o diamante recém-polido na bandeja junto com os outros que já estão prontos e reluzente e sem perder tempo agarro a última peça para repetir o processo. É então que o velho Jonas adentra o ateliê e me alerta - Senhorita Ross, seu pai está vindo para cá, deixe-me assumir agora, por favor. - diz o velho homem. Jonas é um dos joalheiros que meu pai contratou para me ajudar a manter meu próprio pequeno ateliê, e o homem idoso sempre me acoberta com o meu pai.

Deixo Jonas assumir a lixadeira e corro para um balcão para fingir que estou a montar um colar de diamantes. Neste momento o meu pai aparece e fala com sua voz grave - Minha filha, o que está fazendo aqui a esta hora? - logo eu respondo - Haviam muitos pacificadores perto do centro de treinamento, ninguém conseguiu treinar direito. Daí resolvi vir para cá e perdi a hora enquanto fazia esta peça. - ergo o colar mal-acabado e meu pai o toma em suas mãos - Magnífico! Quase tão belo e reluzente quanto minha pequena joia. Agora apresse-se! Todos estão sendo chamados para a praça. - ele diz e deixa o local após me dar um carinhoso beijo na testa.

Poucos instantes após meu pai sair, o filho de Jonas, um garoto grosseiro e mal encarado, adentra o ateliê - Estamos fechando - digo tentando soar de forma ríspida - Não me interessa, só vim falar com meu pai! - ele me responde sem ao menos olhar em meus olhos e isso me dá arrepios de raiva. Perco alguns segundos tentando dar um resposta a altura, mas ele já me deu as costas, logo engulo seco e saio do local aborrecida com este garoto atrevido.

Spoiler:
- Trabalhando como Joalheira
thanks rapture
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Re: Loja de Joias

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Dom Maio 03, 2015 8:36 pm

Avaliação
Seu post foi satisfatório, apesar de apresentar alguns deslizes gramaticais e ortográficos, cuidado com isso.

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Re: Loja de Joias

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Ter Nov 03, 2015 7:12 pm

Alexei ainda não sabia como diabos conseguira um emprego. Não se sentia digno da confiança de ninguém, principalmente quando a questão era cuidar de uma loja. Não cuidava direito nem de si, muito menos de uma loja cheia de joias. Debruçado sobre o balcão, uma velha memória lhe ocupou a mente. Uma ou duas semanas antes de seu primeiro dia no trabalho, estava conversando com sua avó enquanto deliciava-se com uma gordurosa torta de frango. Ouviu ela dizer "Você tem dezesseis anos agora, pequeno. Mais dois anos e já se livra da maldição dos Jogos. Me preocupo com você, sempre tão quieto, sabia? Acho que precisa de algo pra se distrair. Quem sabe um trabalho?" Divertiu-se sozinho relembrando a preocupação de sua velha avó. Gostava dela, e por ela aceitara.

Alexei tentava não adormecer, já que o movimento ali era pouco. Fitou um pequeno retrato pendurado na parede logo em frente a ele, com uma garota morena e muito bonita. Não sabia o nome dela, não a conhecia, a única coisa que sabia é que a tal garota já trabalhara naquela loja antes, mas acabou morta nos últimos Jogos com uma facada ou algo parecido. Sua avó só lhe conseguiu esse emprego por que ela vendia seus colares caseiros para um velho homem chamado Jonas, que trabalhava na loja, e agora precisava de alguém para ajuda-lo. Decidiu distrair a mente da ideia de morte que os jogos lhe traziam, e ocupou-se organizando alguns colares de pérolas pesadas na vitrine da loja. Por um momento parou para observar o movimento próximo na praça do distrito, bem próxima a loja, e estudou o movimento dos pacificadores. Eles eram tão rígidos, silenciosos e parados, que pensou se estavam dormindo de pé ou algo parecido. Alexei voltou a debruçar-se no balcão, já um tanto quanto frustrado pela falta de movimento no local.

Fora despertado de seus devaneios pelo barulho de uma lixadeira, vindo da parte de trás da loja. Nunca entrara ali, ou vira quem ali trabalhava, na verdade esse era seu primeiro dia dentro da loja e não estava muito no clima de enturmar-se com colegas de trabalho que nem imagina que tinha. Ao escutar o som rígido da porta da loja abrindo, virou-se cautelosamente. Deu de cara com um pacificador tirando o capacete. – Hm... Olá. O que procura? – Disse suavemente, mas não obteve resposta alguma. Alexei limitou-se a observar os movimentos do pacificador, que agora aproximava-se do balcão encarando algumas das peças expostas. Não sabia o que dizer ou o que fazer.

- Essa pedra azul, qual seria? - A voz do homem era cansada, rouca e imponente. Alexei perdeu alguns instantes até encontrar o colar pro qual o homem apontara. Reconheceu a pedra no mesmo minuto, já que cresceu vendo sua avó manusear tais pedras pra fabricar colares simples. – Lápis-lazúli, a pedra azul da paz. O azul é a cor relacionada com a água, paz, espiritualidade e serenidade. O maior e mais típico atributo do Lápis-lazúli é seu relacionamento com a mente e com o estado mental. É um poderoso amplificador do pensamento e ajuda no alinhamento de todos os elementos do corpo e mente. É uma pedra poderosa, intensificadora, mas só é boa se a pessoa que o usa também for. Uma das minhas favoritas. – Disse tudo aquilo com um leve sorriso no rosto. Lembrou-se de quando tinha nove anos de idade, e vivia perguntando sobre as pedras que estavam por toda parte na casa de sua avó. Era uma das poucas lembranças boas em sua vida, ouvi-la explicar. O Lápis-lázuli foi a primeira pedra que ganhou de sua avó, alguns dias depois de fugir de casa, e por isso Alexei tinha um grande carinho por ela e pelo seu significado. - Você... Acredita mesmo nisso? - Precisou de um tempo para pensar. Era uma pergunta difícil, já que nunca antes questionara tais significados ensinados por sua avó. Mas essa era uma das poucas lembranças realmente boas e fortes em sua vida, um dos poucos momentos em que sabia que fora feliz. Por que não acreditaria? – Acredito sim. Pode parecer besteira pro senhor, mas pra mim me traz grandes lembranças de momentos com minha avó, a pessoa mais importante na minha vida. Acredito bastante na energia positiva que as pedras podem trazer, e no significado de cada uma delas. – Pela primeira vez na semana Alexei flagrou-se sorrindo, ainda que seja só um leve sorriso torto.

Finalizou sua primeira venda na loja satisfeito consigo mesmo. Fez questão de embrulhar com cuidado a peça, cheia de pequeninas pedrinhas azuis. Era um colar muito mais elegante do que os colares que sua velha avó fazia, mas isso não importava. Observou o pacificador deixar a loja com o embrulho em mãos, e imaginou quem ganharia aquele presente. Seu olhar parou na câmera da loja, e sentiu-se grato por ver a luzinha vermelha piscando. A câmera estava ligada, o dono do lugar veria Alexei fazendo seu trabalho. Atravessou o balcão, abaixou a cortina da vitrine e saiu da loja em direção a praça, a fim de achar alguma coisa pra comer e silenciosamente comemorar. Não demoraria muito.

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Re: Loja de Joias

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Qua Nov 04, 2015 12:20 am

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Post muito bom, adorei a sua escrita. Sua habilidade descritiva é considerável. Sem erros ortográficos, parabéns; ansioso para ver o senhor na arena.

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Re: Loja de Joias

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Sab Nov 14, 2015 1:16 am

– Esse colar é de quartzo rutilado. Diz-se que o quartzo rutilado é uma das pedras dos bruxos, astrólogos e sensitivos que viveram em uma época pré-Panem, que trás em si a noite e a luz das estrelas e que reflete os raios vindos daquelas que vivem mais longe, principalmente de Sirius. Tem o dom de atrair a fama, a popularidade e a riqueza. Coisas que em seu posto no nosso Distrito, lhe cairiam muito bem. Acredito que ela também promova a determinação e a autoconfiança, como a grande maioria dos quartzos. – Alexei sorrira em uma tentativa frustrada de passar confiança naquilo que dizia. O que saiu foi o sorriso tímido e torto de sempre, e sua voz parecera um pouco mais fraca do que o normal. A verdade é que o garoto realmente acreditava na história das pedras, crescera as ouvindo e adorava reconta-las. Mas hoje estava cansado, um tanto quanto gripado. O jovem também acordara com uma estranha sensação de que alguém lhe cortara a garganta, e não fazia ideia do por que estava assim. Lançou um olhar para a vitrine da loja, encarando o céu do Distrito que começara a escurecer. Não via a hora de ir embora dali.

A mulher ainda estava em silêncio, analisando o colar. Aquela seria sua primeira venda em três dias. O movimento da loja era fraco, muito provavelmente por conta da data dos Jogos se aproximando cada vez mais. Era sua segunda semana de trabalho e já sentia-se cansado, como se tivesse passado todos os seus dezesseis anos de existência em pé atrás daquele balcão de vidro. - É uma bela história, é sim. Mas não passa disso, uma história. - O garoto já estava acostumado com situações como aquela. Contava as histórias que aprendera com sua avó para cada cliente antes de uma compra, mas sempre cerca de oitenta por cento deles questionava ou simplesmente ria. – É completamente justo o fato de você achar que isso é só uma história. E pode ser até verdade, não vou negar. Mas cresci ouvindo-as e pra mim elas são a base de tudo o que posso definir como fé em minha vida. Acredito na energização das pedras. Acredito na sorte delas. Se você não, sinceramente eu não ligo, mas se quer minha opinião... É um colar bonito. – Seu tom saiu em uma mistura leve de indiferença e grosseria. Surpreso Alexei conseguira notar um leve sorriso nos lábios roseados da mulher. - É mesmo muito bonito, devo dizer. Você é um garoto curioso... Enfim, me convenceu. Vou comprar o colar. - Alexei observa enquanto a mulher revirava sua bolsa, provavelmente atrás do dinheiro para o colar. Ele tinha esse dom, convencer as pessoas. Já perdera as contas de quantas vezes ouvira de alguém que fora convencido por ele. Antes achava divertido poder influenciar amigos, parentes e conhecidos. Depois passou a usar essa sua pequena habilidade pra manipular aqueles ao seu redor. Hoje a usava pra vender seus colares. Sentiu um alívio no peito, já que poderia apresentar algum lucro para o dono da loja que já estava irritado pela falta de movimento.  Ainda sentia-se estranho, mas procurou não demonstrar.

– Obrigado! – Murmurou, tão baixo que nem ele mesmo escutara direito. Debruçou-se sobre o balcão como normalmente fazia e limitou-se a observar os passos da moça ao sair da loja. A conhecia. Era com toda certeza uma das tutoras que ajudavam as crianças do Distrito a treinar ilegalmente para os Jogos. A viu duas vezes na vida, a primeira quando decidira ir para os treinos ilegais com os amigos da escola e a segunda quando ele fora espancado em praça pública aos quatorze anos de idade e fora aquela mulher que impediu os pacificadores de o torturarem mais. Tinha aquilo fresco na memória, mas assim que seus olhos se cruzaram ele soube que ela já não se lembrava dele. Abaixou-se atrás do balcão e tratou de ir organizar os colares expostos junto com o novo estoque que acabara de chegar. Logo voltaria pra casa.  

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Re: Loja de Joias

Mensagem por Teresë Hurtz Pringsheim em Sab Nov 14, 2015 3:17 am

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Adorei seu modo narrativo, bem descrito e informativo. Não notei erro algum em seu post, parabéns.

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