Praça Central

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Praça Central

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Sex Abr 10, 2015 7:49 pm

Praça Central
Local principal do Distrito, é onde rebeldes são punidos publicamente por Pacificadores. Há um palco onde o vencedor dos jogos sobe para fazer seu discurso. As principais lojas e residências encontram-se ao redor da praça, fica o dia todo lotada.

Créditos à JVBR

Arthur H. Rockefeller
Presidente
Presidente

Mensagens : 837
Data de inscrição : 07/04/2015
Localização : Capitol

Ficha Tributo
Emprego: Presidente
Tésseras: XXXX
Pontos de Patrocínio: XXXX

Ver perfil do usuário http://jogosvorazesbr.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Praça Central

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Dom Nov 08, 2015 4:24 am

– Passaram-se alguns anos desde que entendi realmente que meu pai nunca iria gostar de mim. Mas não se preocupa não vó, eu tenho a senhora aqui comigo. É mais fácil aceitar e esquecer quando eu finjo que não tenho um coração que pode se machucar, e é assim que normalmente não sinto nada. – Tentando enfatizar um tom de culpa enquanto falava, Alexei procurou não manter contato visual com sua avó. Estavam discutindo a cerca de duas horas sobre o pai do garoto, e ele sabia que não venceria tal discussão tão cedo. Também sabia que jamais deveria contar para sua avó todas as coisas que sofreu na mão do pai e que ela nunca soube, guardava tais lembranças em seu íntimo e preferia deixa-las por lá. Fez sua melhor expressão triste e torceu pra que sua avó mudasse o assunto. - Ok pequeno, não precisa ficar assim. Olha, por que não vai a praça tentar vender alguns desses colares que eu fiz? Eu sei o quanto você gosta deles, e sei também que conquistou uma bela clientela por lá. Tome, pegue esse saquinho. - Aliviado por ter conseguido acabar com o assunto, Alexei sorriu internamente. Tinha certeza que a avó voltaria a falar sobre, mas estava por hora satisfeito. Segurou o que a avó lhe entregara e imediatamente sentiu o peso do que havia dentro. Imaginou quantos colares haviam dentro daquele saquinho de pano. Imaginou também como a avó sabia sobre seus clientes na praça. Sem dizer nada deu um abraço em sua avó e beijou-lhe a testa, como sempre fazia. Deu as costas para a avó e saiu da casa, caminhando em passos curtos e cansados.

A praça central do Distrito ficava duas ruas atrás da casa da avó de Alexei, era extensa e sempre estava lotada. Pacificadores dispunham-se até onde os olhos conseguiam enxergar, sempre parados em uma formação esquisita ou punindo alguém aleatoriamente. Em seu inconsciente Alexei tinha certo medo deles, já que os mesmos representam opressão e agressão gratuita, duas coisas que remete ao garoto sua infância sozinho com seu pai. E coincidentemente, o pai de Alexei um dia já fora um pacificador. Tentando passar desapercebido o garoto caminhou direto para o centro da praça, onde alguma crianças brincavam. Sentou-se em um banco velho de madeira pintada e olhou ao seu redor. – Onde é que vou vender isso? – Murmurou tão baixo que nem ele mesmo ouviu direito. Ainda sentado tentou procurar algum rosto conhecido, pessoas que já tinham passado pela loja onde trabalhava. Imediatamente avistou o velho pacificador que fora seu primeiro cliente, mas sabia que não conseguiria vender nada de sua avó pra ele. Os colares dela eram de uma simplicidade única, ainda que muito bem trabalhados e cuidadosamente trançados. Aquele homem compraria um colar cheio de pedras, algo caro e belo para sua mulher ou filha. Voltando a olhar ao redor Alexei encontra a padaria e uma memória preenche seus pensamentos vagos. Dias atrás uma garota aparecera na loja onde trabalhava, alta e morena, um pouco mais velha que ele. Os dois não conversaram muito, já que o garoto perdera-se encarando os belos olhos castanhos da garota e a tal estava ocupada encarando as jóias expostas no balcão da loja. Ela apresentara-se como Gigi, a filha do padeiro do outro lado da praça. - Esses colares são bonitos, mas não são pra pessoas comuns do Distrito. As cores são tão radiantes e as pedras possuem tantos detalhes, que me pergunto se são mesmo verdadeiras. Estão aqui pra serem vendidas pra mulheres fúteis que querem ter uma falsa sensação de serem da Capital. Isso é uma droga - A voz doce da garota ainda estava clara em sua mente, perdeu alguns instantes questionando-se por que lembrava tão bem dela, mas logo afastou tal pensamento.

Levantou e seguiu em direção a padaria, com os olhos fixos na porta de entrada do estabelecimento. Ao entrar na loja imediatamente sentiu o cheiro de pão fresco, que preenchia cada centímetro da padaria. Seguiu direto para o balcão atrás de alguém para lhe atender, mas só encontrou pães e uma cesta cheia de doces caseiros. Perdeu alguns segundos imaginando se teria sido uma boa ideia procurar tal garota, sabia que teria que vender os colares da sua avó antes de voltar pra casa, e nunca tinha antes visto alguém que pensasse de forma tão parecida com ele. - Conheço você. - Alexei pulou ao ouvir a voz doce e baixa vinda de algum lugar a sua direita, logo atrás dele. Virou-se e deu de cara com um par de olhos castanhos curiosos o encarando. - Você não costuma falar muito. - Alexei continuou com sua comum expressão de desinteresse, que usa em 98% dos seus dias, mesmo que internamente estivesse mergulhado em dúvidas. – Não costumo perder meu tempo falando se não me importo. Tenho uma coisa pra você, vamos lá na praça? É melhor pra conversar. – Sabia que se continuasse na padaria os pais da garota estariam observando, e quem sabe até pudessem reportar pros pacificadores que Alexei esta fazendo algum tipo de venda ilegal. Pensou e chamando a garota estaria protegendo-se desse tipo de engano, mas no eu inconsciente queria mesmo era ficar sozinho com ela.

- O que é tão importante assim que precisa me trazer pra fora da padaria? - A garota parecia séria, mas Alexei soube reconhecer um tom divertido e curioso em sua voz. Decidiu ir direto ao ponto, já que não tinha tanto assunto assim com alguém que só vira duas vezes. Entregou para Gigi o saquinho que sua avó lhe dera, e tão curioso quanto ela esperou que ela abrisse. O colar era feito com um cordão preto, trançado com outro cordão mais fino com um tom roxo, resultando em um único cordão um pouco mais grosso. A única pedra pedra era uma ágata roxa grande e oval, Alexei sabia muito bem que tal pedra significava amizade, proteção e confiança, mas decidiu não contar isso a garota. – Um colar simples, fora do convencional que é vendido na loja, feito por mim. Achei que fosse gostar. – Uma pequena mentira não faria mal, nunca fez. Alexei perguntou se a avó se importaria se descobrisse que ele andou dizendo que fazia os colares. A garota anda encarava o objeto. – Você não costuma falar muito.– Repetiu o que ela dissera no mesmo tom. – Pague quanto quiser. – Pela primeira vez não se sentira bem cobrando, queria que tivesse sido um presente, mas precisava vender. A garota tira do bolso uma considerável quantidade de moedas e coloca no saquinho onde estava o colar, devolvendo o mesmo para Alexei. O garoto a observa colocar o colar e deixa escapar um sorriso torto. - Muito obrigada mesmo! - Gigi parecia envergonhada, e sem falar mais nada virou-se e correu em direção a padaria.

Voltando para casa Alexei sentia em seu bolso o peso das moedas balançando. Sua avó ficaria feliz com a venda, sabia disso, mas perguntou-se se ela o ensinaria a fazer os colares alum dia. Não que ele já não tivesse feito antes, mas nunca ficaram tão bons quanto os de sua avó. Assim quem sabe poderia dar um de presente para Gigi.


Obs:
Trabalhando como vendedor <3

Alexei Tsar Brightthorn
Tributos
Tributos

Mensagens : 72
Data de inscrição : 02/11/2015
Idade : 18
Localização : Guarapari búzios minha arte

Ficha Tributo
Emprego: Vendedor
Tésseras: 200
Pontos de Patrocínio:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Praça Central

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Qua Nov 11, 2015 2:44 pm

Avaliação
Olá, Alexei.

Narração perfeita: gramática correta, desenvolvimento excelente e criatividade. Post perfeito, sem mais.

+ 200 Tésseras.
Créditos à JVBR




No matter how many deaths that I die, I will never forget. No matter how many lives that I live, I will never regret. There is a fire inside of this heart, and a riot about to explode into flames.

Arthur H. Rockefeller
Presidente
Presidente

Mensagens : 837
Data de inscrição : 07/04/2015
Localização : Capitol

Ficha Tributo
Emprego: Presidente
Tésseras: XXXX
Pontos de Patrocínio: XXXX

Ver perfil do usuário http://jogosvorazesbr.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Praça Central

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 11:49 am


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum