Centro de Treinamento Ilegal

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Centro de Treinamento Ilegal

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Ter Abr 21, 2015 7:54 pm

Centro de Treinamento
Os Distritos 1, 2 e 4 são distritos carreiristas. Portanto é óbvio que possuem um centro de treinamento apesar de ser ilegal. O Centro é onde o usuário adquirirá e aprimorará habilidades. Funciona da seguinte forma: dois treinos são feitos sem risco nenhum, no terceiro treino o usuário deverá rolar os dados. Caso tire 6 para cima ele sai ileso. Caso tire 5 para baixo, o carreirista passará por um julgamento feito pelo Presidente Arthur. Se for condenado, o morador será mandado para o Distrito 13 onde lutará com um bestante havendo risco de morte. Depois do terceiro treino a contagem zera, o jogador poderá fazer dois treinos sem risco seguidos de um terceiro com risco, e assim sucessivamente.

Como treinar? Primeiramente você deve deixar específico no início do post qual habilidade será adquirida ou aprimorada. Cada treino equivale a meio ponto de habilidade, com dois treinos você upa um nível. Exemplo: sou novato em Plantas, com dois treinos torno-me Leigo. Se eu não possuo a habilidade, com dois treinos torno-me novato. Deixe bem claro que foi ao Centro escondido e não desvie do treino, foque especificamente na habilidade. Você deve ter um tutor.

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Re: Centro de Treinamento Ilegal

Mensagem por Bree Wingmarkov em Dom Nov 22, 2015 2:27 am

CENTRO DE TREINAMENTO

— Aprimoramento de Combate desarmado

Quando se deparava com obstáculos, meu corpo era preparado para facilmente destruí-lo e seguir em frente. A cada inimigo derrotado, era uma experiência ganha. Erros não podiam ser cometidos. Aquilo era um jogo, algo grande, um espetáculo sanguinário. Não estou falando sobre os Jogos Vorazes, mas sim a guerra que era para estar naquele jogo no Distrito 1. Todos queriam mostrar seu valor. Aquele era meu mundo, era o que eu estava acostumada, o qual me adaptara. Estava transformando meu corpo numa arma física, querendo deixar a altura para enfrentar meus potentes inimigos. Depois de atravessar diversos becos na penumbra da noite, cheguei ao centro de treinamento ilegal. Suspirei e entrei em uma porta que parecia nem mais abrir, de um prédio tão acabado que parecia a ponto de sua estrutura ceder; o local era mal iluminado, mas a pouca luz que possuía se mostrava suficiente para evitar qualquer esbarrão nos mais diversificados equipamentos. O local parecia um verdadeiro labirinto de corredores, mas meus pés já eram conhecedores do caminho e não se demoraram em encontrar a sala de luta. Assim que adentrei ao ambiente, me deparei com o ser infeliz que me ajudaria com os primeiros passos de uma luta marcial.

— Brianna! Como vai minha aprendiz favorita?
— interroga Hunter, com seu sorriso habitual. Revirei os olhos de maneira lenta. O garoto não media esforços para tentar arrancar um gesto amigável de mim, e o mesmo talvez não tivesse noção do quanto estava sendo rídiculo ao tentar.

— Prestes a enfiar um canivete na sua tráquea se me chamar de Brianna novamente — permito-me deixar um sorriso ácido aparecer no rosto enquanto caminhava até o baú velho com os equipamentos de proteção improvisados e roubados, enrolei os punhos e pulso com atadura até que sinto que está bom o suficiente para evitar algum ferimento, depois coloquei proteção na minha perna direita. — E antes que venha resmungar, sim, eu já me aqueci.

— Marrenta, não é? Vamos ver se é assim numa luta. Não se anime, pois não vai logo de cara lutar comigo, Bree. Vamos começar com o básico, sua postura, sua força e etc. Agora fique em posição — revirei os olhos novamente, um maldito hábito que eu estava adquirindo. Acontece que Hunter me irrita, e muito, e ele sabia que eu praticamente fui obrigada a aceitar suas aulas de lutas, já que era o único perito na área que estava disposto a me ajudar. Endireitei a coluna e separei levemente os pés, deixando um na frente. Ergui os punhos, com o mesmo esquema que os pés. Hunter se aproximou de mim com um olhar analisador que varreu meu corpo da cabeça aos pés, fazendo-me corar - de raiva, para esclarecer. Ele se agachou ao meu lado e flexionou mais meus joelhos.

— Assim você terá mais liberdade para atacar e se defender do inimigo, não fique rígida, principalmente nas articulações —
acenei com a cabeça em forma de responder que havia entendido. Suas mãos seguraram meus pulsos o posicionando de forma correta, deixando um na altura do rosto mais a frente e o outro quase na lateral do meu rosto, na altura do nariz. — Evite que os polegares fique por dentro, causará mais dor. Você não pode se esquecer que seu corpo é um só, não pode movimentar apenas os punhos e deixar as pernas paradas, ou vice-versa. Tem que trabalhar todos juntos e utiliza-los na melhor maneira; seja rápida e siga seus reflexos, já que na hora de uma boa luta não tem como pensar em muita coisa.

Tentei gravar tudo na minha mente, mas sabia que apenas a teoria não bastava; era facilmente esquecida por mim, mas a aplicação da teoria conseguia se fixar na minha memória de forma que dificilmente esquecerei. Hunter me conduziu até um boneco; seu tamanho era razoavelmente humano, talvez tivesse uns cinco centímetros a menos que eu. Até acima da cintura ele tinha a silhueta puramente humana, mas do ponto para baixo ele se definia por uma única haste de sustentação levemente maleável. — Tente dar alguns chutes — encorajou o treinador. Me aproximei do boneco. Não sabia o que fazer e não queria pagar papel de patética, mas ainda assim iria tentar, não poderia ser tão difícil, certo? Me posicionei e joguei a perna direita - a que estava atrás da perna direita - contra a lateral do boneco. O chute saiu totalmente desregulado, de forma que perdi o equilíbrio assim que chutei o boneco e voltei a colocar o pé no chão; dois passos para trás foram suficientes para que eu voltasse com meu equilíbrio, mas sabia que esses dois passos era um ótimo tempo para meu inimigo me golpear.

— Isso aconteceu por dois motivos: 1) Você estava perto demais do boneco e não teve espaço para o golpe e 2) Você tem que harmonizar seu corpo de forma que ele trabalhe junto com sua perna; tente girar seu corpo junto com a perna, o levando junto. Desta forma —
em câmera lenta, Hunter aplicou um chute na lateral do boneco com suas próprias instruções. Franzi o cenho, não entendendo nada. Ele refez o movimento e então deu minha deixa; tentei reproduzir seus movimentos lentamente antes de aplica-lo numa velocidade normal. Separei novamente os pés, coloquei os punhos em frente ao rosto e olhei para o boneco esquisito. Ao levantar a perna direita novamente, girei meu corpo junto, meu pé que permanecia no chão deslizou para o lado, o quadril se ajeitou de uma maneira que favorecia o gole. Ao voltar com o pé no chão meu corpo automaticamente seguiu o movimento de voltar para o mesmo lugar. Não era tão difícil assim. Considerando que aquele movimento era o mais pateticamente dos fáceis numa luta.  

— Correto? — perguntei séria. — Quase lá. Tente novamente — e assim fiz, chutei o boneco mais uma vez, me endireitei no lugar e tentei novamente. Hunter me corrigiu na postura que já estava começando a deixar a desejar, e eu repeti o golpe por pelo menos quinze vezes, até que já sentisse minha canela um pouco dolorida, mesmo com o equipamento de proteção. O suor escorria pelo meu rosto e empapava a camiseta que eu trajava, mas aquilo de certa forma só me dava mais vigor para o treino. Hunter segurou meu tornozelo em pleno ar e eu quase me desequilibrei, por sorte meu pé esquerdo estava seguro no chão e meu corpo estava inclinado, oferecendo-me mais estabilidade. — Ótimo Bree, merece até um beijo por isso — o garoto deixou um sorriso malicioso surgir em seus lábios e eu o fuzilei com olhar. — Obrigada, mas nem sonhando.

— Tudo bem, cinco minutos de descanso. Você está quase morrendo, vai tomar um ar —
ele bateu palmas e deu as costas para mim. Suspirei aliviada e me joguei deitada no chão, respirando fundo com mais esforço do que gostaria. Retirei o equipamento de proteção da perna e comecei a massagear o local que se avermelhara. Talvez os chutes já estavam bom por hoje. Só precisava descansar e respirar um pouco realmente.


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Re: Centro de Treinamento Ilegal

Mensagem por Banshee Roux Beowulf em Dom Nov 22, 2015 11:20 pm

Avaliação
Hey, Bree

Gostei muito de seu treino, rápido e claro, sem enrolações desnecessárias e desvio de foco. Seu tipo de narração prende o leitor até o fim, acredito que a Bree está se desenvolvendo num bom ritmo, mas cuidado para não ir rápido demais e ao invés de ganhar xp irá perder. Sua ortografia é ótima, pouquíssimos erros.

+ Meio ponto CD

Até o/

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Re: Centro de Treinamento Ilegal

Mensagem por Alexei Tsar Brightthorn em Qui Nov 26, 2015 4:04 am

- Basicamente você vai ter que percorrer esse percurso, enquanto arremessamos alguns objetos em sua direção. Sua meta é desviar.  – Aproximou-se dos homens com cautela, avaliando a situação em que comprometera-se. Os dois tinham cerca de um metro e noventa, usavam roupas justas em seus corpos realçando os músculos exageradamente definidos. Eram gêmeos, e ainda assim não poderiam ser mais diferentes. Um exaltava uma pose autoritária e exigente, encarando Alexei com desprezo. O outro olhava o garoto com certa curiosidade, avaliando cada movimento. – Ok, mas o que eu ganho fazendo isso? – Desviar de sabe-se lá o que aqueles caras jogariam seria complicado, aqueles tutores eram fortes e certamente não perderiam uma oportunidade de ver Alexei forçando-se ao limite. – Reflexo meu amigo, já ouviu falar disso? O que adianta entrar em um combate físico e acabar derrotado por algum elemento surpresa do oponente? Lide com probabilidades garoto. – Estava curioso quanto à função daqueles homens no distrito. Eles recebiam para treinar tributos? Como tinham aqueles conhecimentos se nunca foram pra arena? Engolindo seus questionamentos a seco Alexei limitou-se em balançar a cabeça concordando. – Que seja... Vai ser divertido. – Sua voz carregava um tom sarcástico, camuflando suas verdadeiras intenções e sentimentos.

O centro de treinamento ilegal outrora fora um armazém, onde estocavam o que era retirado das minas. Agora abandonado fora devidamente reformado e transformado em uma espécie de academia para os jovens elegíveis para os jogos do Distrito, mantendo-se longe dos olhos rígidos dos pacificadores. Alexei estava ali desde manhã, tinha um álibi perfeito para enganar sua avó e poder passar o tempo que quiser fora de casa. Usaria o trabalho na loja como desculpa, já que sabia que a velha senhora raramente saia de casa. Estava parado no centro de várias caixas metálicas, espalhadas de forma oval e irregular formando algo parecido com um percurso com obstáculos. Analisava cada parte ali disposta antes de começar seu trajeto. – Esvazie sua mente e absorva os sons ao seu redor, Alexei. Sinta o ar que o envolve e registre em sua mente. Se alguma coisa se aproximar de ti, você vai saber. – A voz do tutor era suave e indutiva, pausando a cada palavra para ter certeza se o garoto realmente compreendera. Alexei não gostava deles, não gostava da situação em que estava, mas assentiu em silêncio enquanto censurava sua mente fértil e curiosa.

A ideia era simples, porém realiza-la seria complexo. Posicionou-se em uma parte qualquer do percurso, já que o mesmo não tinha uma linha de largada aparente. Quando começou a correr deu o máximo de si em sua velocidade, dando passadas longas e suaves e distribuindo o peso de seu corpo de maneira uniforme em suas pernas. Mas a questão ali não era velocidade, e sim desenvolver uma nova habilidade. Procurou esvaziar a mente e de fato pode sentir o ar que o envolvia a cada passada, registrando sons e usando sua percepção para localizar objetos ao seu redor que não estão em seu campo de visão. Quando estava saltando por uma caixa pode sentir algo se aproximando, o som de um objeto largo e pesado cortando o ar com velocidade e precisão. Ao virar de costas deu de cara com uma bola, que bateu em sua testa e o fez perder equilíbrio. Soltou um gemido pesado com a dor, mas logo recuperou-se na corrida e seguiu a diante. Teve outra vez a mesma sensação, agora vinda de algum lugar a sua esquerda. Era estranho perceber aquilo, principalmente quando nunca tinha parado pra prestar atenção.  Foi outra vez atingido, agora não por uma e sim por duas bolas de tamanhos e pesos diferentes. Caiu sentado no chão, apoiando-se no braço para não acabar batendo a cabeça. Mesmo assim sabia que o treinamento não havia acabado.

Sentiu uma mudança brusca no ar a sua direita, esticou-se ainda no chão e conseguiu desviar de sua primeira bola. Virou de bruços e tentou apoiar-se nos braços, mas acabara sendo atingido com força nas costas. Abaixou o corpo uma segunda vez, girando e voltando a ficar de barriga para cima, desviando de três bolas seguidas. Ao ficar de pé continuou sua corrida, afastando-se o mais rápido possível dos tutores que o cercavam. - Você está pensando demais garoto, pare. Deixe teus instintos assumirem, teus sentidos comandarem. - A voz do tutor parecia estressada, Alexei julgou que o mais carrancudo dos gêmeos falavam. Abaixou-se entre duas caixas para recuperar o fôlego. – Instintos... Sentidos... Instintos... Paradepensarcaramba. – Irritava-se com seu fluxo constante de pensamentos. Repetia as duas palavras para si mesmo como um mantra, fechou os olhos e controlou sua respiração. Levantou, sentindo o movimento ao seu redor. Quando desviou da primeira bola seu corpo pendeu para a direita, tornando-se vulnerável ao ataque. Mas Alexei estava decidido, não haveriam mais elementos surpresas. Daria o seu máximo.

Abaixou com velocidade, fazendo três bolas passarem rente a sua cabeça. Sentiu uma ardência no braço, e pode perceber que havia sido atingido com força. – É só o começo... Calma. – Continuou correndo, próximo de completar seu percurso. Havia notado certo padrão nas bolas atiradas pelos tutores, eram cerca de três seguidas por um grupo de cinco ou seis. Não havia parado pra contar. Abaixou-se entre duas bolas, fazendo-as colidir no ar, estava pegando o jeito. - Isso garoto! Isso! - A aprovação dos homens era a última coisa de que Alexei precisava, mas sorriu ao ouvi-lo gritando. Puxava-se ao limite em cada treino, não faria diferente agora. Ao completar o percurso foi recebido por socos e empurrões dos tutores, que gargalhavam entre si. Era uma brincadeira boba, mas aquilo elevou o humor do garoto.

- Isso foi só uma iniciação, aos poucos você acaba pegando o jeito. Vamos aplicar reflexo durante seus treinos de combate desarmado, ou até mesmo treino com facas. Temos um tempo bom até a colheita garoto. - Sem pensar abraçou o homem, grato por suas palavras. Disfarçando o gesto fingiu enforca-lo, enquanto ria cansado. – Certo... O que vem agora? – Perguntou, um pouco mais animado.


OBS:
Iniciação a habilidade de Reflexos. Outras habilidades previamente conquistadas também foram usadas no post.

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Re: Centro de Treinamento Ilegal

Mensagem por Arthur H. Rockefeller em Ter Dez 01, 2015 5:23 pm

Avaliação
Olá, Alexei.

+ Habilidade: Reflexos.

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Re: Centro de Treinamento Ilegal

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